Ministra da agricultura ajudou a desmascarar Bolsonaro

Tereza Cristina, Ministra da Agricultura

Após o presidente Jair Bolsonaro divulgar vídeo falso que apontava desabastecimento na Central de Abastecimento (Ceasa) em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, compartilhou fotos e vídeos pelo WhatsApp que mostravam que a situação estava absolutamente normal no mercado.

Em nota, o governo de Minas também negou a informação de falta de alimentos. Após os desmentidos, Bolsonaro apagou a publicação feita nas redes sociais nesta manhã.

Tereza compartilhou cinco vídeos no grupo da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma das principais forças do Congresso. As imagens mostravam uma situação completamente oposta àquela divulgada pela publicação presidencial, onde uma pessoa dizia que o mercado não estava mais funcionando por causa da quarentena.

Em um dos vídeos compartilhados por Tereza, Noé Xavier, presidente da Associação Comercial da Ceasa de Contagem, afirma que o abastecimento está normal no entreposto.

“Ontem, quando se realizava a limpeza do mercado livre, circulou pela internet um vídeo indicando o desabastecimento em nosso entreposto, esse fato não é verdade”, diz Xavier. Em outra imagem, um locutor não identificado mostra a movimentação no Ceasa. “Tá faltando é consumo, mas o abastecimento está garantido”, diz.

Tereza foi aplaudida pelos parlamentares no grupo. Uma deputada do PSL pediu ajuda à ministra para convencer Bolsonaro a apagar a publicação feita no Twitter mais cedo.

“Já pedi para Eduardo e Flávio (deputado e senador, filhos do presidente), mas a senhora pode ajudar também”, escreve a parlamentar.

“A ministra foi feliz em trazer tranquilidade para o setor do agronegócio, mostrando a realidade que não é aquilo que o presidente estava mostrando”, afirmou o deputado Geninho Zuliani (DEM-SP) que respondeu a postagem da ministra com palmas.

Questionada sobre a publicação pela reportagem, a ministra Tereza Cristina buscou atenuar a situação. “O presidente recebe 500 mil vídeos, áudios, enfim… Ele postou. Quando me passou, eu mostrei a ele imediatamente que o local estava funcionando.

Então, ele retirou”, disse a ministra. “Ele está preocupado com isso, por que é pequeno produtor ali. Ele está muito preocupado. Mas já respirou e isso é página virada. O que nós estamos fazendo é trabalhar para fazer o dinheiro lá na ponta. É isso o que o presidente nos pediu e que estamos buscando fazer.”

Estadão

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