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Agronegócio
Carlos Lima | Publicado em 10/06/2017 às 09:34:12

Presidente da CNA afirma que Agro resiste à crise e contribui para a recuperação da economia

Presidente da CNA afirma que Agro resiste à crise e contribui para a recuperação da economia João Martins discursou em cerimônia no Palácio do Planalto durante lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017

Em discurso no Palácio do Planalto, no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou na quarta (7) que o agro contribui de maneira “relevante” para a recuperação da economia brasileira e o setor resiste à crise com disposição “inabalável de investir e crescer”.

“Os dados do crescimento do PIB agropecuário do primeiro trimestre do ano, da ordem de 15,2%, são a prova da vitalidade da nossa produção rural e revelam que a crise política não nos abate”, discursou Martins na cerimônia que contou com a presença do presidente da República, Michel Temer, de ministros, parlamentares e lideranças do setor produtivo.

Além da expansão do PIB, Martins citou a estimativa de safra recorde de grãos de mais de 230 milhões de toneladas e falou que as demais atividades do setor também apresentam números expressivos.

“O resultado prático é que estamos aliviando a pressão sobre os preços da alimentação dos brasileiros e, ao mesmo tempo, ajudando na formação de grandes superávits em nossa balança comercial”, disse.

No discurso, Martins afirmou que o apoio à produção agropecuária por meio de condições mais favoráveis de crédito é uma das “políticas públicas mais eficientes e racionais do Estado brasileiro, com retornos sociais que ultrapassam várias vezes o seu custo fiscal”.

Para o presidente da CNA, a participação do crédito rural no financiamento dos custos de produção é cada vez menor, “não superando um terço das necessidades do produtor”, obrigado a se valer de recursos próprios e de outras modalidades de financiamento não controladas.

Plano plurianual – Ao citar as principais preocupações do setor, Martins ressaltou a necessidade de “um horizonte mais longo para os planos agrícolas” que tradicionalmente se restringem a um ano-safra. “É hora de partirmos para planos plurianuais mais compatíveis com o planejamento real das propriedades rurais, que precisam de maior previsibilidade”.

Além disso, citou a necessidade de se avançar na modernização da própria política agrícola, “que deveria conter mais instrumentos de mitigação de risco, como o seguro rural”.

Como a cada ano o produtor introduz inovações e técnicas para ser mais eficiente e competitivo, a contrapartida do governo, disse Martins, se faz necessária principalmente na modernização do sistema de financiamento da safra, cujos fundamentos remontam à década de 70.

Já que os mercados são muito voláteis, com variações extremas de preços, planejar o quê e como produzir é uma tarefa complexa, mas, segundo Martins, “poderia ser bastante favorecida se dispuséssemos de mecanismos sustentáveis de seguro”.

O presidente da CNA finalizou o discurso dizendo que “o Brasil e os brasileiros podem seguir contando com o homem do campo”. E que o trabalho do produtor, “nem sempre visível aos homens da cidade, segue constante não apenas para produzir, mas também para cuidar e proteger a natureza”.

PAP – O plano 2016/2017 vai disponibilizar R$ 190,25 bilhões para a próxima safra. Deste total, R$ 150,25 bilhões serão para custeio e comercialização e R$ 38,15 bilhões para investimentos.

Houve redução dos juros em um ponto percentual para a maior parte dos programas de custeio e investimento e de dois pontos para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), de 8,5% para 6,5%.

Os recursos para apoio à comercialização serão de R$ 1,4 bilhão. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá volume de R$ 21,7 bilhões, alta de 12%, e juros de 7,5% ao ano.

O Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR) terá R$ 550 milhões, 37% a mais do que no ano passado.

Martins informou que a CNA havia pedido volume de R$ 205 bilhões e maior redução dos juros para o plano. “Nós esperávamos mais, um maior volume e uma redução maior de juros. Mas temos de fazer a agricultura com o que nós dispomos”.

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