Carlos Lima
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Agronegócio
Carlos Lima | Publicado em 05/12/2017 às 11:28:16

Safra de feijão começa com preços em baixa

Safra de feijão começa com preços em baixa Por enquanto, os preços de mercado não são os esperados pelos produtores e a tendência é de queda para os próximos meses.

A colheita da primeira safra de verão de feijão, conhecida como ‘feijão das águas’, está começando nos próximos dias na região de Ivaiporã. Por enquanto, os preços de mercado não são os esperados pelos produtores e a tendência é de queda para os próximos meses. Na regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) são 10,3 mil hectares plantados com uma produção que deve ficar em torno de 17,5 mil toneladas.

De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo Deral, Sergio Carlos Empinotti, as primeiras áreas que serão colhidas estão concentradas mais na região de Cândido de Abreu. “Na época do início do plantio passávamos por uma longa estiagem de mais de 60 dias. Como havia previsão de chuvas no final de agosto, alguns produtores se arriscaram e plantaram”, conta.

As primeiras safras não estão promissoras. “Nesta primeira área que será colhida, que sofreu um longo período de seca, os produtores devem colher bem abaixo da média regional que é de 65 sacas por alqueire”, relata Empinotti. Já nas áreas plantadas durante o período chuvoso, que devem ser colhidas a partir do fim do mês, se o clima continuar colaborando, há melhores expectativas.

Segundo o cerealista, Marcos Vicente Raizama, com o mercado abastecido pela produção na safra 2016/17, o produto teve queda nos preços. Nesta semana, em Ivaiporã, o feijão era comercializado em média à R$ 90 a saca (melhor tipo).

Na opinião do cerealista a tendência é que o mercado continue com os preços em baixa por conta da produção de São Paulo e do Centro Oeste. Para ele, o mercado só vai reagir, se o governo intervir no mercado comprando.

“Aí o mercado dá uma enxugada, não no feijão novo, mas nessa sobra de feijão mais fraco que está sendo comercializado a R$ 50, 60, 70 que não cobre nem o custo de produção. O produtor que vai colher agora, se anima a fazer um estoque, e segurar um pouco. Consequentemente teremos uma melhora no mercado”, explica Raizama.

Para Raizama, para que o governo entre no mercado e garanta os preços mínimos que atualmente estão na faixa de R$ 90, seria necessária a mobilização dos produtores. “´Nos anos que o governo comprou foi sempre depois do carnaval. Como geralmente demora essa decisão de governo, tem que começar a se mobilizar agora”, completa.

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