De segunda a sexta-feira
das 12h às 14h
Radio WEB Radio Ao Vivo Acompanhe pelo RSS
nada
grupo noticias

Francisco Rocha: Destaque nas Vendas de Ônibus na Região

A Fachada da loja tem desing peculiar



Colunistas











links

>>
>>

jornalistas
Blogs


Luzia Carvalho


Publicado em: 03/01/2013 - 12:01:20 Comentário

PODERIA TER SIDO SUA FILHA, SUA IRMÃ, SUA NAMORADA...

A feirense Nilda Carvalho Cunha foi torturada pela Ditadura

Nilda Carvalho Cunha, jovem feirense

Nilda Carvalho Cunha foi presa na madrugada de 19 para 20 de agosto de 1971, no cerco montado ao apartamento onde morreu Iara Iavelberg. Foi levada para o Quartel do  Barbalho e, depois, para a Base Aérea de Salvador.

Sua prisão é confirmada no relatório da Operação Pajuçara, desencadeada para capturar  ou eliminar o guerrilheiro Carlos Lamarca e seu grupo.

Nilda foi liberada no início de novembro do mesmo ano, profundamente debilitada em consequência das torturas sofridas. Morreu em 14 de novembro, com sintomas de cegueira e asfixia.

Ela tinha acabado de completar 17 anos quando foi presa. Fazia o curso secundário e trabalhava como bancária na época em que passou a militar no MR-8 e a viver com Jaileno Sampaio.

Vamos saber agora um pouco do que Nilda contou de sua prisão:

– Você já ouviu falar de Fleury? Nilda empalideceu, perdia o controle diante daquele homem corpuloso.

– Olha, minha filha, você vai cantar na minha mão, porque passarinhos mais velhos já cantaram. Não é você que vai ficar calada [...]. Dos que foram presos no apartamento do edifício Santa Terezinha, apenas Nilda Cunha e Jaileno Sampaio ficaram no Quartel do Barbalho.

Ela, aos 17 anos, ele, com 18. – Mas eu não sei quem é o senhor...

– Eu matei Marighella. Ela entendeu e foi perdendo o controle. Ele completava:

– Vou acabar com essa sua beleza – e alisava o rosto dela. Ali estava começando o suplício de Nilda. Eram ameaças seguidas, principalmente as do major Nilton de Albuquerque Cerqueira.

Ela ouvia gritos dos torturados, do próprio Jaileno, seu companheiro, e se aterrorizava com aquela ameaça de violência num lugar deserto.

Naquele mesmo dia vendaram-lhe os olhos e ela se viu numa sala diferente quando pôde  abri-los. Bem junto dela estava um cadáver de mulher: era Iara, com uma mancha roxa no peito, e a obrigaram a tocar naquele corpo frio.

No início de novembro, decidem libertá-la. Na saída, descendo as escadas, ela grita:

– Minha mãe, me segure que estou ficando cega. Foi levada num táxi, chorando, sentindo-se sufocada, não conseguia respirar.

Daí para a frente foi perdendo o equilíbrio: depressões constantes, cegueiras repentinas, às vezes um riso desesperado, o olhar perdido. Não dormia, tinha medo de morrer dormindo, chorava e desmaiava. – Eles me acabaram, repetia sempre [...].

Em 4 de novembro, Nilda foi internada na clínica Amepe, em Salvador . No mesmo dia, os enfermeiros tentaram  evitar a entrada do major Nilton de Albuquerque Cerqueira em seu quarto  de hospital, mas não conseguiram. Na presença da mãe, ele ameaçou Nilda, disse que parasse com suas frescuras, senão voltaria para o lugar que  sabia bem qual era.

O estado de Nilda se agravou, e ela foi transferida para o sanatório Bahia, onde faleceu, em 14 de novembro.

No seu prontuário, constava que não comia, via pessoas dentro do quarto, sempre homens, soldados, e repetia incessantemente que ia morrer, que estava ficando roxa. A causa da morte nunca foi conhecida. O atestado de óbito diz: “edema cerebral a esclarecer”.

(Trecho do livro Direito à memória e à verdade: Luta, substantivo feminino Tatiana Merlino – São Paulo: Editora

Nilda não foi violentada apenas por seus torturadores. Foi violentada pelos donos dos meios de comunicação que apoiaram que apoiaram e sustentaram o regime militar.

Foi violentada também por todos aqueles empresários e políticos reacionários que financiaram a repressão e lucraram com seu sangue, com suas lágrimas e com sua dor.

Nilda poderia ter sido uma adolescente comum, feliz, cheia de sonhos. Mas a ganância, o egoísmo e a brutalidade  de uma elite privilegiada e sem compromisso com nosso país, deram esse trágico fim a sua vida.

Esta elite jogou milhares de jovens na clandestinidade, os torturou e os matou.

Nilda ainda vive em cada um de nós, que acreditamos e lutamos pelos direitos humanos, pela vida, pela justiça e pela igualdade social. Mas ela continua sendo torturada nos dias de  hoje.

Ela está sendo torturada pela mídia que é contra os julgamentos dos criminosos da ditadura militar. E ela continuará sendo torturada enquanto políticos e empresários que apoiaram esse regime bárbaro continuarem livres.

Ela foi torturada pelos atuais ministros do Supremo Tribunal Federal que recusaram o pedido de condenação dos praticantes de violações contra os direitos humanos nos porões do exército.

Não deixe que aqueles que tentaram apagar Nilda da História tenham êxito. Nosso país somente terá democracia plena quando acertar as contas com seu passado.

Apóie a Comissão da Verdade e Reconciliação que irá julgar os crimes praticados pelos órgãos de repressão do regime militar. Crimes contra a humanidade não prescrevem!



Publicado em: 01/01/2013 - 12:01:42 Comentário

Salário dos ministros do Supremo sobe para pouco mais de R$ 28 mil



O salário dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou para R$ 28.059,29.

O novo salário, sancionado na última sexta-feira pela presidenta Dilma Rousseff, foi publicado no dia 31 no Diário Oficial da União (DOU).

Eles recebiam R$ 26.737,13. O salário dos ministros do STF é o teto constitucional, valor máximo pago aos servidores públicos.

A previsão de aumento para os próximos dois anos. Em 2015, os ministros do Supremo receberão R$ 30.935,36 por mês. O reajuste provoca aumento nos salários dos demais membros do judiciário.



Publicado em: 24/12/2012 - 20:12:59 Comentário

No Top 20 da Veja apenas três baianos e ACM Neto é segundo pior



Apenas um terço dos 39 deputados federais baianos obteve nota igual ou superior a 5 no Ranking Progresso da revista Veja desta semana.

Entre os que pontuaram acima da média, três entraram no Top 20: Valmir Assunção (PT), na 11ª posição, com 8,1; Antônio Imbassahy (PSDB) e Geraldo Simões (PT), empatados com 7,2 na 19ª.

Os candidatos a prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT), ao que tudo indica, foram "prejudicados" pela campanha. O futuro gestor soteropolitano ficou em 67º com pífios 2,4, enquanto o petista – que se licenciou do mandato na eleição – sequer pontuou.

Entre os baianos, o democrata só melhor que Luiz Alberto, 75º colocado, com 1,5. Detalhe: sem critérios de desempate entre os 513 parlamentares, o ranking só vai até 84. Já no Senado, João Durval (PDT) é o 12º melhor, com nota 7,2, e Lídice da Mata aparece em 28º, com 5,2.

Walter Pinheiro (PT) não foi listado. Segundo a publicação, foram aferidos nove atributos: “Carga tributária menor e sistema tributário mais simples”; “Infraestrutura”; “Qualidade da gestão pública”; “Combate à corrupção”; “Qualidade de educação”; “Marcos regulatórios estáveis aplicados com transparência por agências independentes”; “Diminuição da burocracia”; “Equilíbrio entre os três poderes”; e “Leis trabalhistas justas para empregadores e empregados”.

Vejamos o desempenho dos baianos:

CÂMARA FEDERAL

11º Valmir Assunção (PT) – 8,1;

19º Antônio Imbassahy (PSDB) – 7,2;

19º Geraldo Simões (PT) – 7,2;

23º Amauri Teixeira (PT) – 6,8;

30º Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) – 6,1

34º Antônio Brito (PTB) – 5,7;

35º Waldenor Pereira (PT) – 5,6;

37º João Leão (PP) – 5,4;

38º Cláudio Cajado – 5,3;

40º Oziel Oliveira (PDT) – 5,1;

40º Zezéu Ribeiro (PT) – 5,1;

41º Acelino Popó Freitas (PRB) – 5;

41º Márcio Marinho (PRB) – 5;

42º Mário Negromonte (PP) – 4,9;

44º- Sérgio Britto (PSC) – 4,7;

45º Maurício Trindade (PR) – 4,6;

46º Jânio Natal (PRP) – 4,5

46º  Lúcio Vieira Lima (PMDB) – 4,5

46º Luiz Argolo (PP) – 4,5;

46º Paulo Magalhães (PSD) – 4,5;

47º Josias Gomes (PT) – 4,4;

48º Arthur Maia (PMDB) – 4,3;

49º José Rocha (PR) – 4,2;

50º Daniel Almeida (PCdoB) – 4,1;

50º Fábio Souto (DEM) – 4,1;

50º José Carlos Araújo (PSD) – 4,1;

51º Félix Mendonça Júnior (PDT) – 4;

54º Alice Portugal (PCdoB) – 3,7;

54º Fernando Torres (PSD) – 3,7;

55º Afonso Florence (PT) – 3,6;

57º José Nunes (PSD) – 3,4;

58º Edson Pimenta (PSD) – 3,3;

58º Roberto Britto (PSC) – 3,3;

59º Erivelton Santana (PSC) – 3,2;

61º João Carlos Bacelar (PR) – 3;

67º ACM Neto (DEM) – 2,4;

75º Luiz Alberto (PT) – 1,5.

SENADO

12º João Durval (PDT) – 7,2;

28º Lídice da Mata (PSB) – 5,2.



Publicado em: 20/12/2012 - 22:12:13 Comentário

O precedente é perigoso, o aplauso é trágico



O cientista político Roberto Amaral, em relação a separação dos poderes diz que: “O precedente é perigoso, o aplauso é trágico”

Seria importante que todo brasileiro pudesse ler ou ter acesso ao artigo do cientista político e ex-ministro Roberto Amaral publicado na CartaCapital com o título “O precedente é perigoso, o aplauso é trágico”. Ele chama atenção para a questão da separação dos poderes.

Amaral lembra que o Judiciário não tem controle externo. “Se não conhece a fiscalização a que são obedientes os demais poderes, a quem os atos judiciais estão submetidos? Quem lhe impõe limites? Não se diga que é a Constituição, pois que esta reina sobre todos”, afirma.

“Ao contrário de governantes e legisladores, são inalcançáveis, o Judiciário como instituição e os ministros como juízes, livres daquele controle externo que eles próprios exercem sobre o Executivo. São como o rei na monarquia: irresponsáveis, isto é, não respondem pelos seus atos.”

O cientista político Roberto Amaral acrescenta que, “açulado por uma direita impressa inconsequente, vem, de uns tempos até aqui, o TSE e, principalmente, o STF, exorbitando de seus poderes, seja julgando para além da lei, seja criando direito novo, construindo a instabilidade jurídica que afeta a segurança dos cidadãos, pois todo o direito vigente pode ser alterado, de cabo a rabo, numa simples assentada – seja a presunção da inocência nos julgamentos criminais, seja o direito de defesa, institutos que nos separam da barbárie”.

“Sem discutir o mérito das decisões, o fato é que as recentes sessões da Suprema Corte (refiro-me especificamente à novela do “mensalão”) se transformaram em lamentável reality show, donde a espetacularização do julgamento, cada juiz procurando desempenhar seu papel como ator preocupado com as câmeras e a audiência, embora não recebam cachê nem concorram a prêmios. Louvo a transparência para lamentar o conteúdo.”



Publicado em: 19/12/2012 - 11:12:51 Comentário

O lobby contra a PEC 37 e o silêncio em torno da central de escutas ilegais



Diante de todo o lobby contra a Proposta de Emenda Constitucional 37, que faz valer o que a Constituição manda e deixa claro que o Ministério Público não tem poder para investigar, vale ouvir o que acadêmicos e delegados têm a dizer.

O Ministério Público vem alegando que, com a PEC 37, haverá mais impunidade. É pura retórica. A investigação é função constitucional da Polícia Judiciária, Federal e Estaduais.

O jornal O Estado de S. Paulo ouviu os delegados e mestres em Direito Penal pela PUC-SP Milton Fornazari Junior e Bruno Titz de Rezende.

Eles deixam claro: “A PEC 37 reafirma o que a Constituição já hoje estabelece e propiciará uma maior rapidez em uma das funções mais importantes do Ministério Público: processar criminalmente o autor do crime”.

Esse é um ponto importante pouco abordado porque tem a ver com a imparcialidade. O Ministério Público é parte no processo penal.

Imagine-se o Ministério Público colhendo provas na investigação e, posteriormente, as utilizando para processar criminalmente o investigado: não há como ser imparcial.

Assim, provas favoráveis à inocência do investigado podem ser desprezadas, fazendo que um inocente venha a ser preso injustamente.

“Também, a investigação realizada pelo Ministério Público não possui qualquer controle de outro órgão externo ou procedimento legal pré estabelecido, sendo verdadeiro retrocesso às conquistas da sociedade brasileira”, acrescentam.

Escutas ilegais

Enquanto fazem campanha para derrubar a PEC 37, um estranho silêncio é mantido. Eu me refiro à central de escutas telefônicas instalada na sede do comando da Polícia Militar de Presidente Prudente, no interior paulista.

O órgão funcionava em uma parceria com o Ministério Público e, tudo indica, trabalhava com grampos ilegais.

O grupo foi criado em 2006 pelo então secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto. Delegados e jornalistas estariam entre os alvos das escutas.

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo já protocolou pedido de instauração de inquérito na Delegacia Geral de Polícia para apurar o caso.

A preocupação é que haja mais centrais de espionagem e que inocentes com telefones grampeados tenham morrido durante a guerra entre a polícia e o PCC.

De fato, é uma pergunta muito importante: quantas mais dessas centrais existem? Quem as comanda? A quem servem e a quem estão subordinadas? Por que o governo tucano de Geraldo Alckmin e o Ministério Público se calam sobre o assunto? Por que não dão satisfações sobre essa gravíssima denúncia?

Faltam muitas respostas. É preciso saber quem trabalha nelas; se são PMs, oficiais da reserva... Também é preciso saber quem as financia, quem as controla, quem as fiscaliza.

E o mais importante: quais providências estão sendo tomadas em relação ao caso?





Página 1 de 27





Programa Jornal do Povo


Warning: include(15.php) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/jornal/public_html/antigo-site/publicidade_lateral_blog.php on line 24

Warning: include(15.php) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/jornal/public_html/antigo-site/publicidade_lateral_blog.php on line 24

Warning: include() [function.include]: Failed opening '15.php' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/jornal/public_html/antigo-site/publicidade_lateral_blog.php on line 24


Programa Jornal do Povo


Fale Conosco

rodape

By Feira de IdeiasCopyright © Programa Jornal da Povo - Todos os direitos reservados.

Rua Juventino Pitombo 365 - Sobradinho - Feira de Santana - Bahia - CEP 44149-999
Telefones - (75) 3614.3727 - (75) 8140.4139 - (75) 9966.2504