Carlos Lima
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Cinema
Carlos Lima | Publicado em 29/07/2017 às 12:08:13

The Flash: Que diabos, afinal, é “Flashpoint”?

The Flash: Que diabos, afinal, é “Flashpoint”? Conheça a famosa HQ que vai inspirar a primeira aventura solo do Flash de Ezra Miller.

Durante a , a Warner Bros. supreendeu todo mundo ao revelar que o filme solo do Flash (Ezra Miller) será uma adaptação cinematográfica da saga dos quadrinhos “Flashpoint” – conhecida no Brasil como “Ponto de Ignição”.

Enquanto certos fãs comemoram, muita gente pergunta se não está muito cedo para abordar essa trama nas telonas e questiona qual o futuro do Universo Estendido da DC. Mas se você não faz ideia do que é “Flashpoint”, não se preocupe. Sempre seu amigo de fé, irmão e camarada, o AdoroCinema está pronto para explicar direitinho o que é esta trama.

“Ah, mas eu sei tudo, pois vi a série!” Não, você não sabe, amiguinho. Sim, a terceira temporada do show estrelado por Grant Gustin foi livremente (enfase no uso desta palavra) inspirada nessa história, porém tudo ficou basicamente resolvido em uma hora, com pequenas consequências ao longo da trama. O que é bem diferente da versão das HQs – que também inspirou a animação Liga da Justiça: Ponto de Ignição (2013).

Então, vamos lá?

Criada por Geoff Johns (atual presidente da DC Entertainment) e Andy Kubert, “Flashpoint” é uma minissérie em quadrinhos com cinco fascículos, publicada em 2011. Tudo começa quando Barry Allen acorda em seu escritório e percebe que está numa realidade completamente diferente, onde sua mãe não foi assassinada por Eobard Thawne, porém o protagonista não adquiriu os poderes de velocidade. Outras mudanças? Iris West não é apaixonada por Barry e Capitão Frio se tornou o Cidadão Frio – o maior herói de Central City.

Aliás, se não há Flash, também não há Superman, enquanto Ciborgue é considerado o maior exemplo de heroismo do planeta. E o resto da Liga da Justiça? Bem, eles não são amiguinhos… Afinal, o mundo está sendo destruído numa grande guerra entre a Themyscira da Mulher-Maravilha e a Atlântida do Aquaman. Até esse momento, esse confronto gerou milhões de mortes na Europa e está chegando ao continente americano.

O motivo da treta? A mãe de Diana, Hipólita, foi morta, impedindo o casamento político de Diana e Arthur Curry. Enquanto as amazonas culpavam o pessoal do oceano, os verdadeiros assassinos foram Mestre do Oceano e Pentesileia, que queriam atrapalhar tal união entre reinos. Em retaliação, Mulher-Maravilha matou Mera, outra pretendente de Aquaman, e guarda a cabeça como souvenir. (Já imaginou Gal Gadot, Jason Momoa, Connie Nielsen e Amber Heard vivendo esse briga, digna de novela mexicana, nas telonas?)

Se essa realidade já parece louca demais para você, prepare-se, pois tem mais. Como é único que percebe como há algo de errado, Barry vai até Gotham City para pedir a ajuda do Batman. Porém, descobre que a verdadeira identidade do vigilante é Thomas Wayne. (Pausa para música dramática)

Nesse universo alternativo, foi o pequeno Bruce quem morreu com os disparos dos assaltantes que atacaram a família Wayne. Assim, Thomas acabou se tornou um bruto vigilante, que recusa a ajudar Ciborgue na guerra entre as amazonas e os atlantianos. Já sua esposa, Martha, perdeu a sanidade, se transformando no Coringa. (Aliás, o ator Jeffrey Dean Morgan já começou a fazer campanha nas redes sociais para participar da produção e assumir esta “nova versão do Batman”. Caso aconteça, Lauren Cohan pode também fazer uma breve aparição como Coringa! Chora, Jared Leto!)

Barry pede a ajuda de Batman para recuperar seus poderes, pois acredita que tudo isso tenha sido uma obra de Eobard Thawne para impedir a criação da Liga da Justiça. Logo, ele toma uma decisão muito sábia e simples: precisa recriar o acidente que lhe deu super velocidade. Ou seja, levar raios na cabeça. Quem nunca?

Pesquisando sobre o passado dessa realidade, ele descobre que a nave que carregava Kal-El não caiu em Kansas (onde ele poderia ter sido criado por Martha e Jonathan Kent), mas sim em Metropolis – onde é mantido em uma instalação militar do governo para pesquisas. Como nunca viu a luz solar, Superman nunca desenvolveu seus poderes, mas se transformou num homem pálido e franzino. Flash, Ciborgue e Batman conseguem libertá-lo, mas Kal voa em busca de Lois Lane, filha do general que fazia experimentos nele.

(Se o pessoal já está reclamando de Henry Cavill com bigode nas refilmagens de Liga da Justiça, imagina se ele aparecer sem músculos?)

Logo, a guerra entre Mulher-Maravilha e Aquaman chega aos Estados Unidos e culmina em mortes para todo lado. Flash, Batman, Ciborgue se unem a Garota Elemental e Shazam (que é formado por seis criancinhas ao invés de uma) para tentar impedir a guerra, até que Magia (Sim, até Cara Delevingne pode entrar nesta história!) surge como uma espiã amazona, bagunçando tudo. Ela só é derrotada pelo Superman, que retorna depois da morte de Lois Lane numa trama paralela. Sim, é muita informação para um parágrafo só.

Neste momento, Eobard Thawne surge diante de Flash e revela que o herói foi o responsável por essa nova linha do tempo. (Outra pausa para música dramática). Acontece que Barry decidiu voltar ao passado e evitar a morte de sua mãe, alterando toda a realidade. Os dois lutam, mas o vilão é morto por Batman, que pede para Flash consertar a situação e dar uma segunda chance para seu filho Bruce. Agora sabendo onde todos os problemas começaram, Flash volta no tempo. Nesse jornada, ele reencontra uma jovem versão de si mesmo tentando impedir Eobard e acaba criando uma outra linha do tempo – não tão diferente da original, mas que cria um novo universo da DC: Os Novos 52.

Ufa, quanta coisa, não? Obviamente, o filme não precisa seguir todos os elementos da HQ original, mas os produtores podem aproveitar tal oportunidade para mudar tudo que quiserem no Universo Estendido da DC. Lembra daqueles rumores apontando que o futuro de Ben Aflleck como Batman estava incerto, apesar do ator negar tal informação? Aqui, isso pode acontecer, assim como outras escalações e correções aos eventuais deslizes dos filmes anteriores.

Ao mesmo tempo, “Flashpoint” seria capaz de reiniciar o DCEU e ignorar todos os acontecimentos de filmes como Batman Vs Superman e Mulher-Maravilha. Vale lembrar que algo semelhante aconteceu quando Dias de Um Futuro Esquecido mudou o rumo da franquia X-Men nas telonas. Ao mesmo tempo, essa trama explicaria o aviso que Flash dá para Bruce Wayne em BvS, avisando como “ele estava certo sobre tudo” e que “Lois Lane é a chave”.

Porém, outros argumentos refutam essa ideia. Por exemplo, Mulher-Maravilha foi um sucesso e a Warner Bros. pode não querer mexer com time que está ganhando. Já outros apostam que as consequências de “Flashpoint” no cinema podem ser mais individuais para a vida de Barry (como aconteceu na série), pois seria um filme focado no personagem de Ezra Miller. E poderia ficar lotado demais com tantas participações de personagens da DC.

Além disso, os primeiros vislumbres de Barry Allen nos trailers da Liga da Justiçamostram que ele promete trazer um lado mais cômico e/ou leve para o universo cinematográfico. Logo, seguir todos os acontecimentos de “Flashpoint” em sua primeira aventura solo seria uma decisão muito obscura para o clima do personagem.

Bem, são muitas as especulações, mas as respostas só vão aparecer com o tempo… Façam suas apostas! Co-estrelado por Kiersey Clemons (Iris West) e Billy Crudup (pai de Barry), Flash Point ainda não ganhou previsão de estreia. Mas Ezra Miller aparecerá como o velocista escarlate em Liga da Justiça, que chega aos cinemas em 16 de novembro.

Katiúscia Vianna

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