Carlos Lima
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Curiosidades
Carlos Lima | Publicado em 06/06/2017 às 17:09:12

Crise política deve influenciar futuro de Temer no TSE, diz ex-presidente da corte

Crise política deve influenciar futuro de Temer no TSE, diz ex-presidente da corte Vai ser um bom julgamento, diz Gilmar Mendes sobre chapa Dilma-Temer

O ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sydney Sanches disse à Brasil que o julgamento da corte que analisa a possível cassação do presidente Michel Temer não é apenas “jurídico” e deve levar em conta o agravamento da crise política após a delação da JBS dentro da operação Lava Jato.

O TSE retoma na noite desta terça-feira a análise de uma ação proposta pelo PSDB que pede a anulação da eleição presidencial de 2014 devido a supostas ilegalidades cometidas pela campanha da chapa vitoriosa, formada por Dilma Rousseff e Temer.

“(O TSE) não é um tribunal só de julgamento jurídico. Afinal de contas, um caso como esse está decidindo o destino do país. Então, não é muito fácil ficar apegado estritamente ao texto legal”, afirmou.

Embora as acusações da delação da JBS contra Temer não tenham qualquer relação com a eleição de 2014, Sanches diz que elas deixaram o presidente sem apoio no Congresso. “E sem apoio nenhum presidente consegue governar”, ressaltou.

“Qualquer que seja a decisão, vai ter grande repercussão no país e na vida de cada um (dos brasileiros). Vai mudar de presidente ou não vai mudar? Vai mudar agora ou mais tarde? Isso tem a ver com crescimento, tem a ver até com inflação. Afeta tudo”, disse também.

Para o ex-presidente do TSE, “não é improvável” que algum dos ministros da corte peça vista (mais tempo para analisar a ação) “porque é um processo muito complexo, de muita importância para o país”.

Sanches, que era o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1992 e por isso presidiu o processo de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor (1990-1992) no Senado, considera que aquele julgamento foi “muito mais tranquilo” que o de Dilma porque a petista tinha mais apoio no Congresso.

Segundo ele, esse fator e também a continuidade de denúncias contra Temer e seus aliados explicam porque seu governo tem sido mais turbulento do que o de Itamar Franco (1992-1994), presidente que assumiu após a queda de Collor.

Mariana Schreiber

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