Filha acusa pai de estupro, ele é preso e depois de 16 anos ela revela que mentiu

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Preso há 16 anos acusado de abusar sexualmente da própria filha, um veterano da marinha americana pode ser absolvido, após a filha revelar que tudo não passou de uma mentira. “Nunca é tarde demais para consertar os seus erros”, disse Chaneya Kelly, que hoje tem 24 anos. Ela revelou que denunciou o pai à polícia porque foi influenciada pela mãe. A jovem decidiu contar a verdade sobre o caso na última segunda-feira (19).

 

A mãe de Chaneya, que era viciada em drogas e se prostituía ocasionalmente em troca de dinheiro para sustentar seu vício, chamou a menina para ter uma conversa séria em outubro de 1997. “Ela repetidamente me perguntava se meu pai havia tocado em mim”, lembrou a jovem, hoje com 24 anos. “Eu não entendia e perguntava: o que você quer dizer com se ele me toca?” Ela então dizia: “Ele te toca nas suas partes [íntimas]”. E eu respondia repetidamente que não.

 

Segundo informações divulgadas pelo jornal americano Daily News, como a mãe não conseguia a resposta que queria, ela ameaçou a menina dizendo que iria bater nela, caso não dissesse o que ela queria ouvir. Chaneya finalmente cedeu à pressão e denunciou o pai à polícia, contando com detalhes como havia sido o estupro. A polícia então deteve Daryl Kelly, que na época estava tentando deixar o vício em drogas.

 

Ele foi interrogado e negou, horrorizado, ter abusado da filha. Daryl também disse que acreditava que a culpa de toda aquela confusão era de sua mulher. Apesar da falta de evidências que comprovassem o abuso sexual, um júri levou em consideração o testemunho da menina e da mãe e condenou Daryl a uma pena de 20 a 40 anos de prisão, além de proibi-lo de ter qualquer contato com a família.

 

Anos depois, Chaneya admitiu ter mentido a pedido da mãe em um vídeo gravado por sua avó. Na mesma época, a própria mãe de Chaneya, após se livrar do vício das drogas, também declarou que havia obrigado a filha a mentir. No entanto, o novo testemunho das duas não foi suficiente para o juiz rever o caso. Eles alegaram que as declarações pareciam “forçadas”.

 

Desde os 16 anos, Chaneya recebeu permissão para visitar o pai na prisão. Segundo a jovem, eles tiveram a oportunidade de reconstruir a relação familiar. Além disso, ele a desculpou por tudo. “A primeira coisa que meu pai fez foi me dizer que me amava e que não me culpava pelo que havia acontecido”, contou. Autoridades norte-americanas declararam que o caso de Daryl será revisto.

 

 

Fonte: Redação, com informações do R7

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