Carlos Lima
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Ciências
Carlos Lima | Publicado em 22/09/2018 às 11:31:28

Bactéria que vive em organismo humano pode produzir eletricidade

Bactéria que vive em organismo humano pode produzir eletricidade BactériaBactéria que vive em organismo humano pode produzir eletricidade, afirmam cientistas (Foto: CC BY 2.0 / Oak Ridge National Laboratory)

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, e da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram que uma bactéria já conhecida no mundo científico que habita o organismo humano pode produzir corrente elétrica.

É a bactéria ácido-láctica conhecida como Enterococcus faecalis, que se encontra no sistema digestivo humano e de outros mamíferos.

Apesar de habitar um organismo saudável, pode causar meningite, infeção urinária e outros problemas de saúde. No entanto, agora os cientistas descobriram que esta bactéria tem propriedades desconhecidas.

Segundo a revista Science Alert, a Enterococcus faecalis produz eletricidade pelos mesmos motivos que os humanos e animais respiram. As bactérias eliminam os elétrons que se formam durante o processo de metabolismo e assim mantêm a produção de energia.

Os cientistas afirmaram que nunca encontraram uma bactéria capaz de produzir eletricidade dentro do corpo humano. Estão sendo realizadas pesquisas para explorar como a bactéria se relaciona com os microrganismos: isso abre muitas oportunidades de estudo do microbioma intestinal, antibióticos, novos tratamentos e vida de bactérias dentro e fora dos animais.

A diferença da respiração dos seres humanos é que as bactérias não enviam os elétrons para o ar, mas as transmitem para as moléculas de flavina, um eficiente aceptor de elétrons derivado da vitamina B12 que sobra em nosso organismo.

Segundo os cientistas, o estudo da bactéria poderia ajudar a melhorar o tratamento de doenças causadas por ela, que são difíceis de tratar com antibióticos.

No entanto, os especialistas não descartam que a Enterococcus faecalis possa ser usada no futuro para o desenvolvimento de biobaterias capazes de usar bactérias como fonte de alimentação em vez das opções tradicionais.

Sputnik

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