Carlos Lima
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Feira de Santana
Carlos Lima | Publicado em 10/02/2020 às 12:02:04

Colbert banca o “salvador da pátria” e tenta faturar com os estragos provocados pela chuva/ Por Sérgio Jones*

Colbert banca o “salvador da pátria” e tenta faturar com os estragos provocados pela chuva/ Por Sérgio Jones* Colbert reencarnou Tarcísio Pimenta

A situação de emergência em Feira de Santana não se resume só aos danos e estragos provocados pelas intempéries que ocorrem anualmente, com uma precisão invejável.

Há outro aspecto, não menos danoso, que por décadas vem causando sucessivos prejuízos para toda a população. A inação e falta de compromisso dos gestores que se sucedem, embora sejam todos do mesmo grupo há várias décadas, nada fazem objetivando minimizar os problemas da sociedade.

Problemas esses que poderiam, em parte, ter sido resolvidos, permanecem. A sua solução provocaria menos prejuízos materiais aos feirenses, causado pelas fortes chuvas.

Podemos citar como exemplo a falta de dutos que permitam o escoamento das águas pluviais. Não havendo essa disponibilidade, devido a incúria administrativa existente, o não investimento na área de prevenção acaba sendo oneroso para a solução definitiva ou parcial do problema.

Já argumentava outrora, de forma crítica, o ex-governador da Bahia e ex-prefeito de Feira de Santana, João Durval Carneiro. Dizia ele, ter se tornado uma prática comum dos gestores se aproveitarem dessa situação, para decretarem estado de calamidade e tirar recursos da União.

Após décadas, nada mudou, a situação continua a mesma. A vinda do Superintendente Estadual da Defesa Civil da Bahia, Paulo Sérgio, que esteve em Feira de Santana na última sexta-feira, 7, para verificar as questões da Situação de Emergência, torna esse fato evidente.

Ratifica o que estamos a denunciar e é reforçado pelo veemente apelo feito pela coordenadora da Defesa Civil de Feira de Santana, Anna Karoline Rebouças, “essa etapa é importante para que o Governo Federal aprove o decreto e possa liberar as verbas para recuperação dos locais afetados pelas chuvas”.

As chuvas poderão se tornar o grande cabo eleitoral ou o verdugo do atual gestor que se apresenta em situações como essas, não no papel de vilão, mas de salvador da pátria.

Resolver definitivamente o problema, não é a solução escolhida pelo atual gestor, como não foram dos gestores que lhes antecederam. Necessário se torna que a situação continue existindo para que eles possam fatura financeira e eleitoralmente. Mudam os homens, mas as práticas permanecem.

Desde que as chuvas começaram a cair no município, o prefeito Colbert Martins Filho vem adotando medidas para “salvaguardar a população feirense dos perigos”, inclusive, indo pessoalmente visitar os locais mais afetados, como se sua presença fosse mudar a realidade dos fatos. Quando sabemos que tudo é feito para que a situação se torne perene.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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