Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 25/07/2018 às 15:41:06

Dicas para assistir ao maior eclipse do século XXI

Dicas para assistir ao maior eclipse do século XXI Lua de sangue eclipse

Um dos espetáculos mais fascinantes do ano acontecerá na próxima sexta-feira (27). Um fenômeno lunar estará na mira de astrônomos e curiosos: de tom avermelhado, o eclipse conhecido como “lua de sangue” poderá ser visto por uma hora e 43 minutos.

Segundo a NASA, esse eclipse lunar total será visto em sua plenitude na África e na Europa. Por lá, serão quase 4 horas de período de umbra — por isso “o mais longo do século”.

No Brasil, o eclipse será melhor observado na região leste. As melhores capitais para ver serão João Pessoa (PB) Recife (PE).

A lua nasce às 17h15 nessas cidades, sendo que a fase total do eclipse termina às 18h13 minutos (quando a lua está inteira dentro da sombra).

A parcial termina às 19h19. O eclipse já vai estar rolando antes, mas a Lua não vai ter nascido na maior parte do Brasil.

A melhor saída para prestigiar o fenômeno é ir para um lugar aberto e o mais perto da costa do Brasil possível.

Um ponto positivo do eclipse da Lua é que, ao contrário da versão solar, não é necessário um óculos especial para admirar. Vale conseguir um binóculo ou uma luneta. Outro detalhe: a Lua será de sangue também – quando adquire um tom avermelhado.

Por que Lua de Sangue?

Esse eclipse é conhecido como “lua de sangue” porque os raios solares se curvam ao passar pela atmosfera terrestre justamente no momento em que a Lua está na sombra da Terra.

“A atmosfera funciona como uma lente que desvia as luzes vermelha e laranja do sol, conferindo a cor avermelhada desse eclipse”, explica o professor de física Daniel Rutkowski, da Eseg (Escola Superior de Engenharia e Gestão).

“Se a Terra não tivesse atmosfera, o eclipse ficaria totalmente escuro.”

O físico diz que “a ‘lua de sangue’ é um evento corriqueiro”. “Com a chegada da internet, aumentou o interesse pelo assunto. Na última década, houve uma procura maior por eclipses.”

Ele explica que o termo “lua de sangue” apareceu há cerca 20 anos e que acabou adotado até pelas universidades. “É um termo popular. As faculdades acabam usando para chamar a atenção e conseguir ensinar alguma coisa sobre o assunto.”

Dias depois do eclipse do dia 27, um novo evento chamará a atenção no céu. Marte estará a 57 milhões de quilômetros da Terra, a posição mais próxima do nosso planeta nos últimos 15 anos.

Fotografia

A primeira dica para fotografar a “lua de sangue” é utilizar a maior lente ou o maior zoom possível de sua câmera ou telefone celular. Os profissionais utilizam lentes de 300 mm e 400 mm e ainda podem contar com a ajuda de um duplicador, que diminui ainda mais o ângulo de visão, causando a impressão de maior aproximação.

Você também precisará de um tripé. Lentes longas ou zoom ativado normalmente exigem que a câmera ou o aparelho não sofram nenhum tipo de trepidação ou movimento, por mínimo que seja.

Quando isso acontece, a imagem sai borrada e a Lua parece como uma mancha branca na foto. O tripé também ajuda a dar nitidez à fotografia: um pequeno movimento do braço ou um passo para frente ou para trás pode tirar o foco da imagem.

Também é importante medir a luz da maneira mais precisa possível. No enquadramento para fotografar a Lua, temos uma grande parte escura no quadro, e isso, quase sempre, indica às câmeras a necessidade de mais luz.

Mas, na verdade, elas não precisam porque a Lua é mais clara que o fundo. Podemos fotografar diversas vezes e perceber em que momento os detalhes da Lua se tornam visíveis.

Uma boa ideia é tentar uma composição com diversos elementos, como edifícios, árvores, estátuas. Eles destacam a proporção e orienta o olhar para a Lua. Mirar o astro entre prédios ou “apoiá-lo” sobre a mão de uma estátua é uma alternativa divertida.

com informações do uol

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