Carlos Lima
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Ciências
Carlos Lima | Publicado em 21/08/2019 às 09:55:25

Misteriosos fluxos saindo de buracos negros estariam modelando galáxias

Misteriosos fluxos saindo de buracos negros estariam modelando galáxias CC BY 3.0 / Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF

Um novo estudo sugere que fluxos ultrarrápidos estariam saindo de buracos negros, fazendo com que galáxias sejam remodeladas ao longo do percurso.

Um gás quente ionizado, conhecido como fluxo ultrarrápido (UFO, na sigla em inglês), estaria saindo de buracos negros supermassivos, o que poderia ajudar a explicar a escuridão quase vazia no centro de diversas galáxias, segundo pesquisa publicada pela revista Astronomy and Astrophysics.

“Esses ventos podem explicar algumas correlações surpreendentes que os cientistas conhecem há anos, mas não podem explicar”, afirmou o autor principal do estudo Roberto Serafinelli, do Instituto Nacional de Astrofísica de Milão, Itália.

Entre essas correlações está o mistério de como as estrelas na parte interna da galáxia giram mais rapidamente quanto maior for o buraco negro supermassivo em seu centro.

Impressão artística do disco fino de material circulando um buraco negro supermassivo no coração da uma galáxia espiral NGC 3147

CC BY 4.0 / ESA/HUBBLE, M. KORNMESSER / BURACO NEGRO SUPERMASSIVO NO CORAÇÃO DA UMA GALÁXIA ESPIRAL NGC 3147

Conforme dados dos pesquisadores, a energia do UFO está sendo transferida para outros ventos (como os “absorvedores de calor”) próximos ao buraco negro, fazendo com que esses ventos se movimentem a velocidades incríveis.

Com isso, ocorre o que os pesquisadores chamam de “fluxo ultrarrápido arrastado”, já que o UFO entra na matéria interestelar, fazendo com que a matéria seja empurrada para fora, e limpando, assim, as partes centrais da galáxia a partir do gás.

Vale destacar que galáxias estão produzindo menos estrelas do que antes, o que pode ser resultado dos fluxos de saída e redistribuição dos gases.

“Os UFO são capazes de remover o gás das regiões de formação de estrelas na protuberância, o que pode retardar ou fechar a formação das estrelas”, aponta o estudo.

Sputnik

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