Carlos Lima
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Feira de Santana
Carlos Lima | Publicado em 08/02/2020 às 10:21:37

O ineditismo lançamento da Micareta em Salvador foi ato de demagogia política/por Carlos Lima

O ineditismo lançamento da Micareta em Salvador foi ato de demagogia política/por Carlos Lima

Pela primeira vez o governo de Feira de Santana resolve fazer o lançamento da Micareta em Salvador.

O ineditismo ocorreu na quinta-feira (6) no Shopping da Bahia seguido de shows musicais e uma entrevista coletiva, no Restaurante Paris às 21 horas, para a imprensa de Feira e da capital.

Autoridade do primeiro escalão do governo feirense afirmou que “era uma forma de dar boas-vindas ao Carnaval da Bahia, dizendo, que com certeza vai potencializar e abrilhantar ainda mais a nossa festa”.

Estou buscando o custo benefício dessa ação “inédita”

No último governo de José Falcão a Secretaria de Cultura Esporte e Lazer, da época, realizou, de forma inédita a divulgação da Micareta na capital baiana durante o Carnaval.

Fez exposição de outdoors, distribuição de folders e programação nos principais circuitos do carnaval, em vários hotéis, pontos turísticos e restaurantes da capital.

Promoveu concurso para o cartaz da Micareta com a participação de artistas de vários municípios da Bahia, tendo como vencedor o artista plástico Pedro Roberto Boaventura, na época coreógrafo do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), que divulgou a festa nos noticiários e no Programa A Praça é Nossa,  onde ele também trabalhou.

Pode-se afirmar que a Micareta, naquela oportunidade,  teve a maior divulgação já conhecida em sua história.

Saliente-se que não era ano eleitoral.

O ineditismo do lançamento da Micareta em Salvador é legítimo, embora o resultado não seja o esperado, no que diz respeito à divulgação da festa. O seu propósito maior, sem dúvida,  é uma projeção pessoal e política do prefeito Colbert para atingir um fim. Reeleição.

Não existem razões técnicas de Marketing que justifique o alcance dessa ação  publicitária, que não seja a campanha eleitoral do prefeito.

Hoje, sábado (8) o evento já está esquecido até por jornalistas da capital que estiveram presentes no lançamento. A Micareta é amplamente conhecida na capital.

O foco está voltado para o Carnaval. Qualquer festa com a mesma temática não consegue atrair o interesse da mídia e do folião, ou catalisar a atenção para uma festa que acontece quase dois meses depois do carnaval. Em uma data fora do calendário normal para esse tipo de evento.

O efeito publicitário seria, talvez, mais positivo se o lançamento da Micareta na capital baiana fosse realizado, quem sabe, na segunda quinzena de março. Até politicamente seria mais interessante para o Alcaide, que tudo faz para se reeleger. .

Alguém acredita que esse lançamento tinha a intenção de sensibilizar turistas de outros estados e atraí-los para a Micareta. Quando na realidade seu deslocamento para Feira de Santana só pode acontecer no sábado e o retorno no domingo. Quem se aventuraria a essa maratona, o soteropolitano tem um número reduzidíssimo de foliões que participam da nossa festa.

A não ser aqueles que vêm para levar “vantagem” ou comercializar bebidas no circuito da festa.

Se a intenção do lançamento foi esta, estão brincando com o dinheiro público, é claro que não passou de uma ação eleitoreira muito mal elaborada, está é uma administração que engana o povo com pintura de meio fio.

A Micareta precisa ser pensada não como uma festa doméstica, mas como um cartão de visita para o turismo de lazer, com organicidade profissional e comercial.

Oferecendo uma infraestrutura atrativa, uma rede hoteleira com capacidade de servir com qualidade. O turista precisa ter o que vê e diversidade de participação.

Atualmente os blocos estão reduzidos a quase nada e com quase ninguém. Blocos Afros e Afoxés , além das precárias Escolas de Sambas estão relegados ao abandono.

O que se espera de uma Micareta que prioriza palcos fixos e destrói entidades carnavalescas?

O investimento do poder público pode ser considerado como um gasto equivocado.

É preciso estudar e redirecionar os investimentos na Micareta sem deixar de contemplar o folião pipoca, que sempre existirá, é uma conciliação necessária e de fácil entendimento

O benefício seria imensurável para tornar possível e real o avanço do turismo em Feira de Santana.

Carlos Lima

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