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Religião
Carlos Lima | Publicado em 02/03/2018 às 17:06:56

O papa fez uma visita surpresa a prisioneiras na Itália

O papa fez uma visita surpresa a prisioneiras na Itália Papa Francisco faz visita surpresa a prisioneiras na Itália

O papa Francisco realizou uma visita surpresa nesta sexta-feira (2) para mulheres detentas que moram com seus filhos na instituição Casa di Leda, em Roma. Francisco foi recebido com grande espanto pelas prisioneiras, seus filhos e pelos funcionários do local.

A casa é administrada pela cooperativa social Cecilia Onlus desde março do ano passado. Durante a visita, Jorge Mario Bergoglio conversou com algumas mães condenadas por pequenas infrações e brincou um pouco com as crianças. Além disso, ele ofereceu como presente ovos de páscoa para todos. Inaugurada em julho de 2017 em uma região periférica conhecida pelo alto índice de crime organizado, a estrutura é a primeira do tipo a ser construída na Itália.

No momento, dentro da casa, existem mães jovens, com idade entre 25 e 30 anos, de origem grega, egípcia e italiana.”Santidade, querido Papa, somo invisíveis”, lamentou o diretor da Casa di Leda, Lillo Di Mauro, em nome das mães e filhos do local cujas condições comoveram o Papa.

Segundo ele “no deserto da burocracia e medidas de segurança, na indiferença de adultos alienados, do trabalho ruim e violento.

Para muitos somos estatísticas: 4,5 mil crianças que têm uma mãe na prisão, cerca de 90 mil pessoas que têm um pai detido, até nossos pais às vezes especulam sobre nós”.

A permanência das prisioneiras nesta estrutura permite que todas as mães acompanhem e levem as crianças à escola, inclusive realize atividades úteis como parte de um processo de reintegração na sociedade e no mercado de trabalho.

Com a visita, o Pontífice continuou com a iniciativa “sexta-feira da Misericórdia”, que ele realizou durante o Ano Santo Extraordinário, realizado entre 2015 e 2016. A ação é uma maneira do Pontífice mostrar gestos de proximidade e de apoio às pessoas que são “excluídas” da sociedade, como presos, doentes, pobres e imigrantes.

ANSA

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