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Carlos Lima | Publicado em 22/04/2019 às 09:35:31

O ser humano e o seu mais perigoso conflito interno/ por Carlos Lima

O ser humano e o seu mais perigoso conflito interno/ por Carlos Lima

Hoje vou por um caminho diferente no editorial que sempre faço na abertura do meu programa na Rádio Povo FM DE Feira de Santana.

Quando iniciei uma leitura mais filosófica, a intensão era descobrir e entender o significado da vida.

Tentando absorver um pouco do pensamento de (nitimze) nietzsche sentia-me como se estivesse sendo espancado permanentemente.

Principalmente quando conseguir ler o clássico “Assim falava Zaratustra”.

A verdade é que não importa a idade quando se ler essa obra ou as obras desse importante filósofo moderno, porque é uma leitura que sempre desperta um novo entendimento que às vezes passou despercebido, talvez porque seja um iniciante, ou por falta de maturidade intelectual para entendê-lo.

Portanto sejam Bem-vindos à experiência humana.

Entretanto nunca use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um porto seguro para seus próprios anseios não realizados.

Primeiro pense, ande na sua consciência e medite sobre a vida.

Você já identificou qual é o seu verdadeiro medo?

Já reconheceu seus pensamentos obscuros?

E qual é a sua fraqueza?

Ou não teve coragem suficiente para encarar a si mesmo.

Sem esse enfrentamento você não será ninguém.

Enfrente as falsas realidades?

Uma delas será a facilidades de identificar-se com a pessoa que todos veem em você, mas quando você está sozinho, você sabe quem é você?

Em determinado momento li com certa intensidade parte da obra do filósofo existencialista Jean Paul Sartre, e uma frase que me fez refletir foi quando ele disse:  ”quando se está sozinho e não se sente bem é porque está em má companhia”.

Quem realmente você é está tão escondido no seu subconsciente que o real se torna a maior ameaça a sua existência.

Na realidade escondemos nosso medo de descobrir quem somos realmente.

Procuramos encobrir que não somos tão bons como nos achamos, que nossa força é tão insignificante diante da realidade, que procuramos forças nos outros e terminamos por adotar a subserviência.

O maior exemplo vem do nosso atual governante.

Nosso comportamento é tão insensato que na maioria das vezes saímos com pessoas apenas para que outros nos relacionem às qualidades que deduzimos nelas existirem.

Nós sabemos muito bem o que sentimos por dentro e o quanto queremos esconder.

Demonstramos uma felicidade que não existe e projetamos essa mentira para ser reconhecida pelas pessoas com as quais nos relacionamos como se fossem a pura expressão da verdade.

Sentimo-nos aparentemente reconhecidos, admirados e alimentados em nosso ego. Essa é a maior mentira de nossas vidas que alimentará nossa destruição interior em curto espaço de tempo.

Esse é o tipo de relacionamento interpessoal, mais venenoso, que possamos imaginar.

Esse é o sentimento que entorpece a falta de felicidade.

Essa é área de fuga, o perímetro de uma inexistente segurança pessoal, que impede de alguém saber se realmente mantém o controle ou está a caminho do precipício.

Muito bem camuflada, dentro nós existe o temor da rejeição.

Esses fatos também estão relacionados com a rotina comportamental que se torna uma prisão e nos impede de construir o novo.

A ausência do  reconhecimento de si mesmo é o apocalipse individual.

Um reflexo que pode ser observado mais claramente é a alimentação da desonestidade, iniciado internamente e depois exteriorizado.

 O que nós podemos dar a outra pessoa se “nada” temos de real para oferecer.

Algumas pessoas não conseguem dissimular o ser irracional que reside dentro de si. São capazes de praticar qualquer tipo de atrocidade para encobrir suas fraquezas ou alcançar notoriedade.

Acredito que muitas pessoas não façam esforços para acreditar no que estou dizendo.

Existe apenas uma certeza. Elas não sabem, não sentem e não querem sentir absolutamente nada por si mesmas.

Procure conhecer sua própria natureza e a vida lhe será agradecida.

Carlos Lima

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