Carlos Lima
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Religião
Carlos Lima | Publicado em 05/01/2018 às 16:10:11

Retratos das mulheres antes e depois da revolução islâmica

Retratos das mulheres antes e depois da revolução islâmica Redes sociais ressuscitam imagens do passado ocidentalizado do país para criticar Governo

No Irã já morreram pelo menos 20 pessoas nas manifestações contra o Governo que acontecem no país desde 29 de dezembro de 2016. Nas redes sociais, muitos usuários estão criticando o Governo iraniano com uma fórmula que já tinha sido usada em várias outras ocasiões: lembrando como era o país na década de 70, especialmente para as mulheres, e como é agora. Antes que os aiatolás antiocidentais tomassem o poder em 1979, derrubando a monarquia pró-ocidental que controlava o país, as iranianas podiam se vestir como qualquer mulher europeia.

Depois foi instaurada a obrigatoriedade do véu. A sharia, a lei islâmica, coloca as mulheres abaixo dos homens. É a lei vigente no Irã.

A diferença para as mulheres entre o Irã dos anos 70 e o atual aparece na Internet através de fotografias. São imagens que transmitem o contraste entre as mulheres usando jeans e a cabeça descoberta, ou até em biquíni, com a roupa habitual após a Revolução Iraniana. No mínimo, o hijab (véu) nunca pode faltar.

Nos últimos dias, também foi divulgada nas redes sociais a imagem de uma mulher que teria tirado o véu e amarrado a uma vara, como uma bandeira branca, durante um protesto no Irã. Não foi revelada a identidade da mulher, mas de acordo com o The Guardian a cena aconteceu em Teerã.

Os protestos no Irã nos dias de hoje, não têm como origem a situação das mulheres. As manifestações acontecem pela política econômica do Governo, bem como o custo de vida e a corrupção. O The Washington Post assegura que os manifestantes também criticaram o apoio do Governo ao ditador sírio Assad. Desde sábado, 30 de dezembro, há 450 detidos.

O presidente iraniano Hassan Rohani, desde 2013, é considerado um reformista. Os defensores dos direitos das mulheres no Irã apoiaram sua reeleição em maio de 2017, mas agora criticam a ausência de medidas para melhorar a situação.

EMILIO SÁNCHEZ HIDALGO

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