Carlos Lima
Hoje dia 06/12/2019 às 23:23:24

Ciências
Carlos Lima | Publicado em 13/08/2019 às 10:11:59

Sinais de desastre espacial são encontrados na Antártica, avisam pesquisadores

Sinais de desastre espacial são encontrados na Antártica, avisam pesquisadores Foto: CC BY 2.0 / Alexander Gerst / Antártica

Cientistas da Universidade Nacional Australiana encontraram poeira interestelar na neve da Antártica contendo um isótopo radioativo raro de ferro.

A presença de um raro isótopo de ferro indica que a poeira apareceu recentemente como resultado de explosões de estrelas, de acordo com a revista Science Alert.

Como indica publicação, Antártica é “um ótimo lugar para procurar essa poeira, pois é uma das regiões mais preservadas da Terra, tornando mais fácil encontrar isótopos que não se originaram em nosso próprio planeta”.

Trata-se do raro isótopo ferro-60, que é uma das muitas variantes radioativas do ferro. Anteriormente, a presença de ferro-60 em depósitos de águas profundas e em restos fossilizados de bactérias sugeriu que uma ou mais supernovas explodiram nas proximidades da Terra entre 3,2 milhões e 1,7 milhão de anos atrás.

Formação de supernovas

“Eu pessoalmente me surpreendi muito, porque era apenas uma hipótese de que poderia haver ferro-60 e era ainda mais incerto que o sinal é forte o suficiente para ser detectado”, revelou o físico nuclear Dominik Koll, da Universidade Nacional da Austrália, à Science Alert, adicionando que “foi um momento muito satisfatório quando eu vi a primeira contagem de ferro-60 aparecer nos dados, porque isso significa que o nosso quadro astrofísico pode não estar muito errado”.

Atualmente, o Sistema Solar passa através da Nuvem Interstelar Local – uma acumulação esparsa de pó com um comprimento de 30 anos-luz.

A presença de um isótopo de ferro nesta nuvem permite-nos confirmar a hipótese de que a composição do meio nas proximidades do Sistema Solar foi formada por supernovas.

“Quanto mais soubermos sobre o momento e a localização das explosões da supernova na nossa vizinhança cósmica, melhor poderemos compreender o Universo que nos rodeia – e as pegadas que ele deixou para trás na Terra”, conclui estudo.

Sputnik

Comentários

comentários

Veja também