Carlos Lima
Hoje dia 23/06/2017 às 05:29:41

Cezar Ubaldo
Cezar Ubaldo | Publicado em 10/12/2016 às 12:58:15

SOCIEDADE DOS INVISIVEIS

SOCIEDADE DOS INVISIVEIS O abandono o torna invisível

Todas as pessoas precisam ter convívio com outras pessoas e essa relação tem inicio na família.

Depois da família,a escola e as amizades iniciais vão colaborando com a nossa formação pessoal, e no futuro, 0 profissional.

Ao longo da vida sofremos, então, muitas adversidades e, infelizmente, admoestações de não sermos reconhecidos nos nossos próprios espaços, sejam os espaços profissionais ou familiares, o que contribui negativamente para a vida humana em sociedade.

Ao chegar à terceira idade, muitas pessoas são”descartadas” no seio da família, advindo desse tipo de relação, as desconstruções de cidadania, de personalidade, traduzindo em uma espécie de final antecipado da vida.

Na verdade, o que as “famílias” evocam é o bem-estar sempre, a saúde eterna como companheira de cada uma das pessoas com elas envolvidas.

Na verdade, e é bom que fique bem claro, as pessoas, nas suas diferentes condições sociais, ao chegarem à terceira idade, são “descartáveis” para muitos daqueles que se diziam família, deixando os idosos à margem, não lhes permitindo a palavra através dos atos dialógicos que se traduzem em dar continuidade ao processo de desenvolvimento mesmo estando “velhos”, como muitos pensam.

Infelizmente, por ignorância ou por desapego aos seus entes, muitas famílias deixam os seus idosos `conviverem com a invisibilidade, não lhes permitindo os atos de carinho e afeto que se traduzem em respeito àquele idoso ou idosa e a sua consequente liberdade de pensar e de ir e vir que podem ser traduzidos em Amor real.

Repensar a possibilidade de interação com os idosos é fazer com que haja a ressurreição deles.

Deixar que os idosos convivem com a solidão física e mental é uma violência contra aqueles que deveriam ser cuidados carinhosamente por toda a história de vida e as experiências adquiridas que contribuirão para o nosso enriquecimento como humanos.

Cezar Ubaldo

Comentários

comentários

Veja também