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Carlos Lima | Publicado em 11/12/2015 às 02:58:02

Vereador ataca gratuitamente comunicadores e políticos sem mandato

Vereador ataca gratuitamente comunicadores e políticos sem mandato Os jornalistas e radialistas Carlos Lima Jânio R~EGO

Ocupando a tribuna da Casa da Cidadania, na ultima quarta (9), o vereador Roque Pereira até que começou bem.

Tentava criticar os serviços realizados pelo Shopping Boulevard no que diz respeito ao recebimento dos valores que são cobrados pelo uso do estacionamento.

Falou das filas, das maquinas para cartões de créditos, quebradas e a existência de apenas dois boxes, cada um com dois caixas, para recebimento.

Até aqui foi muito bem. Mas faltou argumento para desenvolver o comentário, faltou conhecimento sobre o serviço que está sendo realizado, e, inesperadamente mudou de assunto atacando gratuitamente, jornalistas, radialistas, políticos sem mandatos, que freqüentam o Café próximo ao primeiro Box destinado ao pagamento pelo uso do estacionamento. O DOM CAFÉ.

Palavras textuais do vereador conforme matéria redigida pela Ascom:  Na oportunidade, Roque Pereira, sem citar nomes, disse que antes da cobrança de estacionamento um dos pontos onde vende café no Boulevard Shopping era bastante freqüentado  “por alguns jornalistas, radialistas e políticos sem mandato, que não tinham muito que fazer, iam para ali falar da vida alheia. Será que os R$ 4,00 que pagam o estacionamento esse café ficou amargo? Por incrível que pareça, os dois dias que eu passei por lá não encontrei nenhuma dessas figuras”.

Como não citou nomes, e reconheço que sou freqüentador do Dom Café, a mais de 9 (nove) anos, tenho o dever, pela parte que me toca, dizer o seguinte ao vereador:

– Nunca fiquei sem ter o que fazer, mesmo porque, quando cumpro minhas tarefas profissionais e penso em descansar, encontro pela frente motivo para continuar trabalhando, os quais são proporcionados pelo Poder Legislativo, onde parte dos seus integrantes, eleitos pelo povo, têm apenas três sessões por semana e alguns só trabalham nesse período.

Quanto ao nobre vereador não ter encontro, nas duas oportunidades que esteve em frente ao café pagando o estacionamento, “as referidas figuras”, não seria por que eles souberam que sua Excia., estaria no local e por isso resolveram evitar esse, que poderia ser um desagradável encontro?

Essas figuras são amadores na arte de falar da vida alheia e usam apenas uma mesa, para o café, no fim do expediente, enquanto o nobre vereador que é pago pelo povo faz isso de forma oficial e ainda utiliza a tribuna da Casa do Povo.

O valor do estacionamento e do café pode até ser “amargo”, não recebemos os mesmos salários pelo trabalha que exercermos.

Trabalhamos, suamos a camisa, enfrentamos essa fofoca oficial, enfrentamos os pedidos de demissão, enfrentamos as articulações para nos desestabilizar, enfrentamos a falta de discernimento, de cultura e muitas das vezes até de educação e respeito à liberdade de imprensa. As exceções existem, são poucas.

Vereador eu sou uma dessas figuras, inclusive com o privilégio de conversar com pessoas sábias, politizadas, profissionais liberais da nossa cidade, como médicos, engenheiros, empresários, prefeitos de municípios vizinhos, que também marcam presença nos finais de expediente para uma conversa inteligente, um, dois, três ou mais cafezinhos, e também avaliamos o desempenho e comportamento dos nossos representantes no Poder Legislativo em todas as suas esferas, ou seja, os políticos com mandato, onde muitos deviam esta sem…

Talvez, não duvidando nem avaliando a inteligência do ser humano, como disse o nobre vereador: “faziam daquele cafezinho um ‘Senadinho’ da fofoca, ‘Senadinho’ da resenha, ‘Senadinho’ do disse-me-disse. Era um terror, eu conheço uma figura em Feira de Santana que tinha um medo terrível de passar por ali; era impressionante!”.

– Só tem medo da verdade quem tem rabo preso!

Segundo expressão colocada no texto pela Ascom o vereador teria afirmado que: “Para Roque Pereira, a tendência do ponto do café é fechar, caso esses clientes não retornem.”

Muito pelo contrário. “O proprietário do “Dom Café”, um senhor de bem, (sobrinho, pára quem sabe o que significa), não precisa do voto para manter o seu patrimônio”.  Talvez ele possa ter problema se o nobre passar a freqüentar o ambiente.

Somos clientes fieis, defendemos o ambiente que freqüentamos com as nossas famílias. AH! Eu disse família. Infelizmente muita gente não sabe o que é isso. Não é o seu caso.

Não criticamos, não comentamos, não falamos ou escrevemos sem que os motivos sejam dados e sejam claros. Entretanto, não somos obrigados a falar o que os senhores desejam ouvir.

Carlos Lima

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