Carlos Lima
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Feira de Santana
Carlos Lima | Publicado em 27/07/2019 às 09:29:02

Vereador falta com a verdade ao afirmar que cartões alimentação são repassados aos comissionados

Vereador falta com a verdade ao afirmar que cartões alimentação são repassados aos comissionados CÂMARA MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA

Vereador e presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, José Carneiro Rocha,  apresentou algumas contradições em entrevista a emissora de Rádio sobre o Caso do ‘Destino do Valor do Cartão Refeição da Câmara Municipal de Feira de Santana e distribuição a quem de direito.

A entrevista foi concedida no dia 17 de julho de 2019 (quarta-feira) na Rádio Sociedade News, do município.

Ao abordar o assunto sobre para quem à administração da Câmara Municipal entrega o vale refeição, José Carneiro confirmou que nem todos os servidores recebem o cartão de crédito referente ao valor do vale refeição, que é administrado pela empresa Green Card. Ele informou que cabe aos vereadores distribuir, de acordo com critérios os cartões dos próprios edis.

“- No entanto o vereador não citou a resolução 496/2015 que diz que o benefício é pago para servidores efetivos, comissionados e que se encontram à disposição da Câmara, como os contratados através de cooperativas.”

“ – Eles recebem o valor de R$22,00 (vinte e dois reais) por dia, que podem ser gastos tanto em restaurantes, quanto em supermercados, segundo consta no artigo terceiro da resolução número 496/2015.”

Em outro momento da entrevista, ao ser questionado incisivamente, declarou que os cartões de crédito são entregues pela Câmara Municipal, diretamente aos servidores.

Em matéria do jornalista Velame, em seu blog, ele registrou o depoimento que um edil fez, dizendo que quando se elegeu pela primeira vez foi chamado por uma funcionária da Casa, a mando do então presidente, para receber os cartões alimentação dos membros do seu gabinete, mas diz ter se negado a aceitar.

-“Não recebi e mandei que um a um fosse receber o que era seu por direito. Na época, a funcionária relevou que o procedimento padrão era que os cartões fossem entregues aos vereadores, mesmo pertencendo aos funcionários”.

Na verdade as contradições das declarações do presidente são óbvias.

Em nenhum momento se tem a confirmação de que comissionados e cooperados tenham recebido em mãos os citados cartões. “ só se o fato ocorre de maneira virtual”.

Fato que comprova o contrário consta em declarações de ex-servidores do Legislativo feirense que nunca foram, em época alguma contemplados com os referidos cartões.

Contra fatos não há boatos.

Cabe ao presidente, mais uma vez, provar suas declarações são verdadeiras.

Se a justiça fizer um rastreamento da utilização dos cartões, ficará provado de forma efetiva com quem está a verdade.

Zé Calixto

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