Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 16/10/2019 às 10:37:22

Bolsonaro: Na privatização o real poderá ser o dólar brasileiro

Privatização da Casa da Moeda

Bolsonaro: Na privatização o real poderá ser o dólar brasileiro

Acredite, todos os passos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) são contrários aos reais interesses da nação.

Sempre o penúltimo porque nunca chegará ao último diz respeito à privatização da Casa da Moeda, a entidade que confecciona as cédulas de dinheiro e os selos do Brasil.

A Casa da Moeda do Brasil foi fundada em 8 de março de 1694 pelos administradores coloniais portugueses em Salvador para a fabricação de moedas de ouro proveniente das minerações.

O primeiro cunhador foi José Berlinque, nomeado em 6 de maio do mesmo ano e logo substituído por Domingos Ferreira de Azambuja, ourives natural da Bahia.

Em 1699 a Casa da Moeda foi transferida para o Rio de Janeiro, ano em que foram cunhadas as primeiras moedas no solo daquela cidade.

Em 1700, houve a transferência da Casa da Moeda para o Recife, que voltaria a fabricar moedas metálicas cinquenta e cinco anos após a confecção das primeiras moedas brasileiras, cunhadas durante o Brasil Holandês.

No ano de 1702 a Casa da Moeda foi transferida novamente (e em definitivo) para o Rio de Janeiro.

Imaginem privatizar a Casa da Moeda do Brasil, fato que confirma o desmonte de nossa soberania enquanto país.

Nessa privatização quem sabe o governo norte americano compre a Casa da Moeda e passe controlar a emissão do dinheiro brasileiro, e quem sabe tenhamos uma nova designação monetária, ou seja, o dólar brasileiro. Como acontece no Canadá que é o dólar canadense.

Nada me surpreende mais, vejamos:

 A base de Alcântara agora é da Nava;

 A Embraer é da Boeing;

 O pré-sal é da Chevron, Exxon e Texaco;

 A Amazônia é da indústria farmacêutica estrangeira;

 O guru político é da Virgínia (EUA);

 O economista é de Chicago (EUA); e

 A continência é para a bandeira dos Estados Unidos.

Aí você podem perguntar: mas o governo Bolsonaro jura que é um governo patriota. Resta saber qual é o país.

A verdade é que Bolsonaro publicou ontem,  terça-feira (15) no Diário Oficial da União (DOU) a qualificação da Casa da Moeda para participar do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e a inclui no Programa Nacional de Desestatização (PND), (privatização).

O texto determina que o BNDES será responsável por acompanhar e executar os atos necessários para a venda da empresa.

O decreto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que, ainda na campanha, prometera privatizar até os cemitérios.

Em agosto, a dupla Guedes e Bolsonaro listaram mais 17 empresas estatais que seriam privatizadas pelo governo. São elas:

1. Emgea (Empresa Gestora de Ativos);

2. ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);

3. Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);

4. Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);

5. Casa da Moeda;

6. Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);

7. Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);

8. CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);

9. Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);

10. Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);

11. EBC (Empresa Brasil de Comunicação);

12. Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);

13. Telebras

14. Correios

15. Eletrobras

16. Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);

17. Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

Por que não privatizar também as Forças Armadas. Se nada será nosso, os donos do país devem também manter as forças armadas para garantir seu patrimônio.

Talvez num plano mais avançado, entregar nossas forças armadas ao poderio militar dos Estados Unidos da America do Norte, se é que o fato já não aconteceu.

Carlos Lima

 

 

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