Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 08/03/2019 às 08:49:30

Cálculo político do ministro Paulo Guedes.

Cálculo político do ministro Paulo Guedes. O ministro da Economia, Paulo Guedes — Foto: Pilar Olivares/Reuters

Nas várias conversas que já manteve com lideranças políticas, incluindo os presidentes da Câmara e do Senado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem colocado na mesa um argumento político em favor de uma tramitação mais rápida da reforma da Previdência.

Se mudanças no sistema previdenciário são necessariamente desgastantes – uma agenda negativa do ponto de vista da opinião pública –, a melhor estratégia é evitar que a discussão se arraste indefinidamente.

“A aprovação da reforma da Previdência vai abrir a temporada de boas notícias, entrar na agenda positiva”, tem dito o ministro nas diversas conversas que tem mantido com lideranças políticas.

Redução e simplificação de impostos, abertura da economia, redefinição do pacto federativo que permitiria alívio à situação financeira dos estados e lançamento da carteira de trabalho verde-amarela são alguns pontos mencionados pelo ministro que compõem o que ele define como agenda positiva.

Mas a extensão dessa agenda depende da profundidade da reforma da Previdência. Caso se preserve o impacto financeiro de R$1 trilhão em dez anos, como pretende o ministro da Economia, haverá espaço para simplificação tributária com redução de impostos.

Se a reforma for desidratada, até mesmo lançamento da carteira de trabalho verde-amarela, que reduziria os encargos sobre a folha, estimulando a contratação de jovens, estaria em risco.

O cálculo político do ministro poderia ser resumido assim: se a reforma da Previdência necessariamente gera desgaste, mas dela depende a retomada da economia e recuperação do emprego, o melhor a se fazer é aprová-la o quanto antes.

João Borges

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