Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 05/12/2018 às 09:10:30

Depois de anunciar o novo presidente, JBS contratou Guilherme Cavalcanti pra vice-presidente e diretor

Depois de anunciar o novo presidente, JBS contratou Guilherme Cavalcanti pra vice-presidente e diretor Gilberto Tomazoni, novo presidente da JBS — Foto: Divulgação

A JBS anunciou nesta quarta-feira (5) a contratação do executivo Guilherme Cavalcanti como vice-presidente financeiro global (CFO) e diretor de relações com investidores, por indicação do novo presidente-executivo da empresa.

Cavalcanti, formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, atuava desde 2012 como diretor de finanças e relações com investidores da Fibria Celulose, e antes disso exerceu cargos na mineradora Vale e nas Organizações Globo.

Ele foi escolhido por Giberto Tomazoni, que na véspera foi alçado ao posto de presidente-executivo da JBS em substituição a José Batista Sobrinho, encerrando um processo de sucessão iniciado há 15 meses na gigante de carnes, após a prisão de Wesley Batista.

Cavalcanti assumirá a posição de CFO Global e de Relações com Investidores da JBS em 15 de janeiro de 2019.

Família Batista sai do comando

Na véspera, a JBS anunciou nesta terça-feira (4) a nomeação de Gilberto Tomazoni como novo presidente-executivo, concluindo um processo de sucessão iniciado 15 meses atrás, após a prisão de Wesley Batista.

Tomazoni assume de imediato no lugar de José Batista Sobrinho, fundador da companhia e pai de Wesley e Joesley. Hoje com 84 anos de idade, o patricarca seguirá como membro do conselho de administração da JBS.

Tomazoni, que ingressou na companhia em 2013 após passagens pela Bunge e pela Sadia (hoje parte da BRF), era o chefe global de operações da JBS desde 2017.

Sobrinho assumiu em setembro do ano passado, depois que seu filho que comandava a JBS, Wesley, foi preso sob acusação de uso de informação privilegiada no mercado financeiro, na esteira de um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República.

A decisão provocou forte reação de acionistas, como do BNDESPar, braço de participações do BNDES, que tinha 21,3% da companhia e defendia abertamente o afastamento da família Batista do comando da empresa.

Desde então, Tomazoni já era apontado como um dos mais cotados para assumir o comando do grupo dentro de um processo de sucessão.

 Reuters

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