Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 23/10/2017 às 09:31:37

Pré-Sal é vendido a preço de banana segundo especialista

Esta semana tem mais entrega da Petrobrás ao capital internacional

Pré-Sal é vendido a preço de banana segundo especialista Temer o vendilhão do Pré-sal

Após arrecadar R$ 3,8 bilhões com a 14ª rodada de licitações de blocos exploratórios, em setembro, o governo espera obter esta semana mais R$ 7,75 bilhões para os cofres da União com os dois leilões do pré-sal marcados para sexta-feira.

Será a primeira vez que petroleiras privadas poderão participar como operadoras em uma licitação sob regime de partilha, desde o fim da exclusividade da Petrobras.

No fim de semana, teve destaque internacional a opinião de especialista que afirma que o Brasil está vendendo o pré-sal a “preço de banana” para o capital internacional.

Dentre as 16 empresas habilitadas para as duas licitações, sete tentam estrear no pré-sal brasileiro: Petronas, BP Energy, Qatar Petroleum, CNODC, Ouro Preto (OP Energia), Ecopetrol e a ExxonMobil, que adquiriu oito blocos com potencial para o pré-sal, na 14ª rodada, mas ainda não possui descobertas confirmadas.

A presença das grandes petroleiras na licitação das áreas da Bacia de Campos, em setembro, alimenta as expectativas de que a disputa pelos ativos das rodadas de partilha será acirrada.

Na ocasião, o consórcio formado pela Petrobras/Exxon não deu chances para a concorrência e levou todos os seis blocos que disputou, desbancando ofertas de outras gigantes do setor, como Shell, Total, BP, Repsol e CNOOC.

Em alguns blocos, o bônus apresentado pela dupla vencedora foi 18 vezes maior que o segundo maior.

Os altos bônus de assinatura pagos pela Petrobras/Exxon sinalizam que as petroleiras terão que calibrar melhor suas ofertas na concorrência desta semana.

Mesmo com a disputa, contudo, a arrecadação para este ano está limitada a R$ 7,75 bilhões, já que no regime de partilha o critério de disputa é diferente do modelo de concessão.

Ao invés de disputarem pelo maior bônus de assinatura (que são fixos), as petroleiras disputarão os ativos pela maior oferta de volume de óleo à União (o excedente em óleo, que só trará receitas ao governo no longo prazo).

Os bônus, por sua vez, deverão ser depositados pelas empresas até o final do ano.

André Ramalho e Rodrigo Polito.

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