Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 01/02/2018 às 10:56:08

Produção da indústria fecha 2017 com alta de 2,5%, segundo IBGE

Produção da indústria fecha 2017 com alta de 2,5%, segundo IBGE Setor de veículos aumentou a produção e puxou o resultado de 2017. (Foto: Mercedes-Benz/Divulgação)

Depois de fechar no vermelho por três anos seguidos, a indústria brasileira voltou a crescer e fechou 2017 em alta de 2,5%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a indústria teve o melhor resultado desde 2010, quando a produção industrial havia avançado 10,2%.

Apesar desse resultado positivo, a indústria ainda está longe da quantidade que já produziu. “Quando a gente compara o patamar de produção, estamos ainda 13,8% distantes do pico da série histórica, observado em junho de 2013. Mas esse distanciamento já foi bem superior. Em fevereiro de 2016, por exemplo, essa distância era de 21,6%”, disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.

Em dezembro, o setor registrou alta de 2,8% em relação a novembro – a maior desde junho de 2013, quando chegou a 3,5%.

No ano, quem puxou a expansão da indústria foi o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 17,2%. No setor automotivo, a expansão foi puxada pela exportação recorde de 762 mil veículos e por aquisições de empresas e taxistas no mercado interno. As vendas no varejo, para o consumidor comum, ainda não se recuperaram, segundo dados da Fenabrave.

Na sequência, estão:

  • indústrias extrativas (4,6%)
  • Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (19,6%)
  • Metalurgia (4,7%)
  • Produtos alimentícios (1,1%)
  • Produtos de borracha e de material plástico (4,5%)
  • Celulose, papel e produtos de papel (3,3%)
  • Máquinas e equipamentos (2,6%)
  • Produtos do fumo (20,4%)

Das sete atividades com queda na produção, a indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 4,1%, contribuindo negativamente para o resultado geral da indústria.

Entre as grandes categorias econômicas, os destaques partiram de bens de consumo duráveis (13,3%) – impulsionada pela fabricação de automóveis e eletrodomésticos – e bens de capital (6%), sob influência do aumento da produção de equipamentos de transporte (7,9%), de uso misto (18,8%) e para construção (40,1%).

De acordo com o Macedo, o bom resultado do setor industrial em 2017 teve como principal destaque a categoria de bens de capital, que registrou oito meses consecutivos de resultados positivos no ano. “Nesses oito meses seguidos de alta, Bens de Capital acumula uma expansão de 12,4%”, apontou.

Segundo o pesquisador, o bom desempenho da categoria de bens de capital se deve, principalmente, à retomada da confiança do empresariado, além do aumento de exportações. Já o avanço dos bens duráveis tem relação direta, segundo ele, à melhoria da conjuntura econômica que propiciou a retomada do consumo das famílias.

Questionado sobre o que falta para a indústria voltar a operar no patamar mais alto de sua produção, Macedo afirmou a necessidade de uma melhoria mais efetiva do cenário econômico do país, sobretudo relacionado ao poder de compra das famílias.

“Há um espaço importante ainda há ser percorrido no mercado de trabalho. Há um contingente grande de pessoas fora do mercado de trabalho ainda, além de um número muito expressivo do trabalho voltado à informalidade. Isso sendo revertido traz impactos positivos para a produção industral”, apontou o pesquisador.

Último mês do ano

Na comparação de dezembro contra novembro de 2017, também foi o avanço de 7,4% da produçãi de veículos automotores, reboques e carrocerias que puxou a alta da indústria. Ainda contribuíram produtos alimentícios (3,3%), que avançaram pelo segundo mês consecutivo.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos de borracha e material plástico (6,9%), de metalurgia (4,2%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (10,3%), entre outros.

Nessa base de comparação, reduziram a produção: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,1%) e indústrias extrativas (-1,5%).

  Anay Cury e Daniel Silveira

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