Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 04/09/2018 às 09:19:19

Temer cortará Bolsa Família pela metade em 2019

Temer cortará Bolsa Família pela metade em 2019 Temer cria o bolsa fome

Na última sexta-feira dia 31 de agosto, o governo ilegítimo de Michel Temer enviou o Orçamento de 2019 para o Congresso Nacional.

Mais uma vez, os largos retrocessos do golpe e da política do teto de investimentos públicos defendida por Temer e pelo PSDB caem sobre o povo: só há recursos garantidos no orçamento para o Programa Bolsa Família até junho do ano que vem!

Na mesma semana, o mesmo Executivo aprovou aumento de 16,38% para o Judiciário.

O Bolsa Família, criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, é o maior programa de transferência de renda no mundo, reconhecido internacionalmente e exemplo para diversos países.

Ele foi um dos principais responsáveis por retirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU.

Durante os governos de Lula e Dilma, foram retiradas 39 milhões de pessoas da extrema pobreza.

Lula também foi um dos principais responsáveis por manter a economia brasileira aquecida durante a crise mundial iniciada em 2008.

A cada real investido no Bolsa Família, R$ 1,78 voltaram à economia nacional. Porém, isso não é prioridade para o governo de Temer e do PSDB.

O combate à fome sempre foi uma obsessão para Lula.

Nos governos do PT, em que o foco é o crescimento econômico com inclusão social, ficou comprovado que cortes em programas sociais não são saída para a crise.

No governo atual, fica comprovado que tais cortes apenas agravam a crise econômica.

Mesmo assim, eles insistem no erro: dos R$ 30 bilhões destinados ao programa, apenas R$ 15 bilhões estão assegurados – o que significa, na prática, que só há recursos para as famílias beneficiadas até junho de 2019, a não ser que o Congresso conceda crédito suplementar.

Ou seja: o Bolsa Família agora é supérfluo. Pesquisas mostram que a pobreza aumentou 11% nos últimos 2 anos.

Se essa toada for mantida, o Brasil poderá retornar aos tristes tempos em que cidadãos esquálidos comendo calango para sobreviver estampavam os jornais.

Os principais candidatos à presidência nas eleições de 2018 não têm coragem de afirmar que vão acabar com o Bolsa Família, mas atos são mais fortes que palavras.

O PSDB, de Geraldo Alckmin, um dos principais articuladores do golpe e da aprovação das reformas de Temer, endossa a escolha pelo teto de investimentos e pelos cortes em programas sociais.

Os defensores da austeridade fiscal, que prometiam que este era o remédio amargo para se atingir crescimento econômico, veem suas máscaras caírem dia após dia.

O crescimento econômico do país é quase nulo e os cortes em programas sociais são patentes.

O próximo presidente tem que voltar para a inclusão social com crescimento econômico como política central. Geração de emprego, acesso a crédito, programas sociais: essa é a fórmula, já testada, para o Brasil sair da crise.

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