Carlos Lima
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Economia
Carlos Lima | Publicado em 28/06/2019 às 15:49:06

TESTEMUNHA INDICADA POR MORO A DALLAGNOL FOI ACUSADA DE CORRUPÇÃO

TESTEMUNHA INDICADA POR MORO A DALLAGNOL FOI ACUSADA DE CORRUPÇÃO A MÁSCARA DE SÉRGIO MORO CAIU

Das muitas mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa da Lava-Jato, a mais comprometedora até o momento é a que mostra Moro passando ao procurador a dica de duas testemunhas que teriam informações relevantes sobre negócios envolvendo a família do ex-presidente Lula.

 Para a maioria dos especialistas, essa parceria investigativa teria beneficiado uma das partes envolvidas no processo — no caso, os acusadores, o que seria ilegal.

Seguindo a orientação do juiz, Dallagnol procurou as pessoas citadas, mas elas teriam se recusado a colaborar.

Em resposta a Moro, o procurador chegou a sugerir que se forjasse uma denúncia anônima para justificar a expedição de uma intimação que obrigasse as testemunhas a depor no Ministério Público.

O primeiro deles é o técnico em contabilidade Nilton Aparecido Alves, de 57 anos.

Na mensagem, o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba relata ao procurador ter recebido a informação de que uma pessoa fora instada “a lavrar escrituras de transferências de propriedade de um dos filhos do ex-presidente”. “Seriam dezenas de imóveis”, segundo Moro. (…)

Nilton Aparecido tem um escritório no centro de Campo Grande (MS).

Ele é conhecido no estado por fazer negócios, nem sempre lícitos, relacionados a terras.

Em agosto do ano passado, agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Mato Grosso do Sul fizeram uma operação de busca e apreensão na casa de Nilton e recolheram escrituras, agendas, extratos bancários e pen drives.

Mas essa investigação não tem relação com a da Procuradoria da República no Paraná.

O técnico em contabilidade é acusado de corrupção por negociar pagamento de propina com uma organização criminosa especializada em fraudar impostos que desfalcou o Estado em 44 milhões de reais entre 2015 e 2018.

Abordado pela reportagem de VEJA na tarde de quarta-feira, Nilton foi evasivo.

“Não sei por que meu nome está nessa história. Alguém deve ter falado alguma coisa errada”, disse. Indagado sobre se teria informações referentes aos filhos de Lula e se havia prestado depoimento aos procuradores da Lava-Jato com relação ao tema, ele encerrou a conversa dizendo que não iria declarar mais nada.

Essa é uma testemunha forjada.

Fruto da ação criminosa de Sérgio Moro e Dallagnol.

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