Carlos Lima
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Educação
Carlos Lima | Publicado em 16/03/2019 às 09:34:52

Alunos de faculdade se unem para ajudar vendedora que perdeu carro por conta da chuva.

Alunos de faculdade se unem para ajudar vendedora que perdeu carro por conta da chuva. Alunos abraçam Inês em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

O que poderia ter representado o fim da linha para uma vendedora de lanches em São Paulo se transformou em um recomeço. Inês Silva teve o veículo que usava para vender as delícias atingido por uma árvore na região da Avenida Paulista durante um temporal em maio de 2017.

A vendedora, que começou o negócio após ficar desempregada, teve a ajuda de alunos de uma faculdade que fica em frente ao ponto onde ela comercializa os sanduíches para comprar um novo veículo e manter sua fonte de renda. A história foi mostrada no Globo Repórter.

“Deus não fez só um milagre na minha vida, né? Ele salvou a minha vida porque eu sai do carro sem nenhum arranhão e mandou vocês, meus anjos, que vieram me socorrer”, conta Inês.

Árvore que caiu na rua Itapeva atingiu o carro de Inês (veículo à esquerda ao lado do táxi) — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Os anjos são estudantes que se acostumaram a ver a ‘tia Inês’ vendendo os lanches na porta da faculdade. Quando souberam o que tinha acontecido, se uniram pra ajudar. Fizeram uma vaquinha virtual.

“Em cinco dias a gente conseguiu quase R$ 6 mil. Professores, alunos, todo mundo doando pra ajudar a dona Inês”, relembrou Luiza Araújo, estudante de Direito. A quantia foi suficiente para comprar um carro do mesmo modelo ao que a vendedora havia perdido.

Retomada

Inês atende seus clientes perto da Avenida Paulista — Foto: Reprodução/TV Globo

E o ‘kit sanduíche’ funciona no porta-malas do carro. O X-calabresa sai turbinado com mil tentações. Mas o queridinho da turma é o cachorro-quente. “Você acha que a minha chapeirinha é pequenininha, né? Mas ela é um monstro, sabia?”, valoriza Inês.

Inês afirma que fez o curso recomendado pela Vigilância Sanitária e toma todos os cuidados higiênicos, além de ter a autorização da prefeitura para trabalhar no local de segunda a sexta-feira. Ela chega antes da hora do almoço e só vai embora quando escurece.

Inês faz segredo de quantos vende por dia. “Um dia cobre o outro, mas graças a Deus está dando pra pagar a minha conta, colocar comida na mesa. A gente tem que agarrar as oportunidades, né? O brasileiro tem uma coisa bonita, ele é guerreiro, ele é forte, ele arregaça a manga, vai atrás. Faz pão em casa, faz bolo e vai vender porque se a gente esperar pelos nossos governo. Não tinha emprego, eu ia fazer o quê? Trabalhar pra mim”.

Globo Repórter

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