Carlos Lima
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Educação
Carlos Lima | Publicado em 10/12/2016 às 12:35:50

Avaliação da qualidade de ensino

Avaliação da qualidade de ensino Essa realidade é verdadeira?

É interessante. Vira e mexe, tem alguém sugerindo os nossos órgãos de ensino avaliarem seus professores e seus processos didáticos, para tentarem justificar alguma falta destes na qualidade do ensino que temos.

É bom lembrar que o ensino tem dois aspectos.

O ensino propriamente dito ou o trabalho mais efetivo que o professor exerce e a aprendizado, que é o trabalho mais efetivo do aluno, em absorver o conteúdo do ensino e assim, sua avaliação não pode ser única, pois tem gente que afirma que quem faz mais o processo de ensino/aprendizado, sua qualidade, é o aluno e não o professor.

Aliás, é bom que se diga que se o aluno é bom, ele não precisa nem de professor. Respondam: quem ensinou à Mozart, Buda, Jesus Cristo, Einstein e muitos outros inovadores o que eles nos passaram, se eles inovaram?

Este professor ensina hidrologia no ensino superior e confessa que tem grandes dificuldades em fazer o aluno de hoje a ler e a aprender por si próprio, que e a melhor maneira de se estudar, pois nota que o alunado espera muito dele, pensando que ele é uma sumidade e que suas aulas serão fascinantes?

Bem, hidrologia é uma matéria que lida com a natureza, a ocorrência da água na terra, onde temos mais dúvidas do que certezas, onde a estatística é que predomina e, assim, não existem professores fascinantes de hidrologia.

Assim, nós precisamos mudar o paradigma do ensino/aprendizado desta matéria e de outras no nosso ensino em geral. É necessário o aluno ler mais e parar de esperar tanto dos professores, que tem poucas horas para falarem de um universo descomunal, pois toda ciência de hoje pode ser dividida ou quem sabe, subdividida, em muitas matérias diferentes e todas elas descomunais.

Eu lhes pergunto: qual é a percentagem de pessoas que lêem em Feira de Santana? Mas vamos centralizar a nossa estatística, na UEFS? Vocês já devem ter visto filmes sobre as universidades no exterior onde sempre aparecem pessoas lendo nos gramados. Aqui é comum esta atitude?

Eu pergunto: qual é a percentagem de pessoas que lêem na UEFS?

É baixa, pois as pessoas de hoje e eu vou falar de nós, estamos ficando preguiçosos com tantos softwares e outras máquinas, pois há quem afirme que brevemente teremos tradutores simultâneos com alta resolução e, assim, você vai para a França sem falar francês e se entenderá muito bem.

Isto é bom?

É, mas podes crer que me breve você vai ficar meio bobão, sem atinar bem às coisas que passam, por falta de exercício cerebral, que, em Buenos Aires, por exemplo, que é afamada pelo número de livrarias que tem, será bem menor. Por quê? Gordura. Gordura tecnológica, que faz emburricar.

Você quer aprender matemática?

Pois compre uma HP e livros.

Cálculo numérico, estatística, álgebra, linear, não-linear, aprenda inglês, que é a língua mais importante do momento ou francês ou espanhol e vá ler e fazer contas, que é uma outra coisa trágica de nosso ensino.

Ninguém faz contas e pare de esperar que seus professores vão lhe ensinar isto ou aquilo em poucas horas e verão que o problema do ensino/aprendizado é mais do aprendizado do que do ensino, é mais de suas banhas que da capacidade de professor em ensinar.

Por que houve escravidão no passado, desde tempos imemoriais, pois antigamente não havia CLT, pois a mão-de-obra era escolhida no tapa?

É que, Invariavelmente, o escravo era mais inculto, aliás, como hoje. Olho vivo!

Carlos Pereira de Novaes. Professor da UEFS.

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