Carlos Lima
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Educação
Carlos Lima | Publicado em 28/07/2019 às 12:57:52

Ministro discute com manifestantes e diz que seus filhos choraram

Ministro discute com manifestantes e diz que seus filhos choraram Pode balançar que não cai

Abraham Weintraub assumiu o ministério da Educação há menos de 4 meses, mas já está de férias no Pará. O ministro foi abordado por manifestantes em um restaurante em Alter de Chão (PA), em Santarém, e o clima esquentou.

Algumas pessoas reclamaram dos cortes de verbas na educação pelo governo Bolsonaro e seguraram cartazes com críticas ao ministro.

Weintraub ainda ganhou uma kafta – churrasco árabe – em referência ao discurso em que ele errou o sobrenome do escritor tcheco Franz Kafka.

O ministro se irritou e passou a discutir com os manifestantes, tentando tomar deles o microfone que utilizavam. Weintraub pegou o microfone de músicos que se apresentavam no restaurante, se disse vítima de um ataque dos “mesmos que dizem defender os direitos humanos” e que estava de férias com a família.

E passou a ofender o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou até Ernesto Che Guevara.

Na tentativa de se livrar dos críticos, Weintraub e sua mulher, Daniela – que também discutiu com os manifestantes, aos berros – acabaram vaiados pela maioria dos demais clientes que estavam jantando no restaurante e atraíram mais pessoas que não faziam parte do grupo inicial de manifestantes.

Acuado, o ministro pegou a filha mais nova no colo e saiu do local, discutindo com um indígena.

“Aqui ó, corajoso”, gritou Weintraub para o ativista, mostrando a menina. “Eu não vou à sua casa enquanto você está comendo”, completou. O indígena respondeu:

“Eu também tenho filhos. Você é que está na minha casa”. Weintraub, então, disse que “não é porque você está com um cocar que você é mais brasileiro do que eu, seu safado”.

Ele e a família deixaram o local sob gritos de “fazendo balbúrdia” e “fascista”.

Ao retornar para a sua hospedagem, o ministro foi ao Twitter relatar o episódio.

“Os mesmos que se dizem defender os direitos humanos nos cercaram… As crianças ainda estão chorando”, escreveu.

RPP

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