Carlos Lima
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Esportes
Carlos Lima | Publicado em 22/06/2019 às 09:55:58

Confiante para decisão com a França, Vadão não garante Marta durante 90 minutos: “Otimista”

Confiante para decisão com a França, Vadão não garante Marta durante 90 minutos: “Otimista” Foto: Reuters

Confiança. Esse é o clima na seleção brasileira na véspera do duelo decisivo contra a França, pelas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina. Em entrevista coletiva na cidade de Le Havre, palco do duelo contra as anfitriãs do torneio, o técnico Vadão e a atacante Debinha demonstraram esse sentimento. Mesmo tendo pela frente uma seleção que fez uma campanha melhor e que joga em casa.

– É mais um jogo com duas equipes que tem um potencial muito grande. Brasil atravessou momentos difíceis, contusões, mas tem jogadoras individualmente muito boas. Acabamos pegando de surpresa a saída da Andressa Alves. Mesmo independente dos problemas que temos, temos uma seleção que tem condição de fazer frente à França. A franca tem torcida a seu favor, momento especial, quesitos que favorecem, mas tecnicamente falando, as coisas só vão se resolver no campo. Nós nos sentimos muito confiantes em relação ao jogo – disse Vadão.

A atacante Debinha fez coro às declarações do treinador.

– A gente tem peças que podem resolver individualmente. Vamos jogar de igual para igual. Elas (francesas) vão ter uma força maior amanhã (domingo). Público empurra. Tivemos essa experiência no Brasil. Mas dentro de campo é 11 contra 11 – salientou a jogadora do North Carolina Courage.

Situações de Marta e Formiga

Vadão falou também sobre a situação física de Marta e Formiga. O treinador não confirmou se utilizará a melhor do mundo durante toda a partida. Já sobre a veterana, decisão só sai após o treino.

– Marta não dá para prever que vai jogar os 90 minutos. Há o desgaste de cada jogo. Mas estou otimista em relação a isso. Em relação a Formiga, vamos esperar o treino. Ontem ela só fez um leve trote. No dia de hoje, a gente espera que ela participe e que a gente possa contar. Todos os esforços foram feitos – observou o técnico da Seleção, que fez elogios ao entrosamento da França.

– (A França tem) Muitas jogadoras do Lyon, elas jogam o ano todo juntas. Tem entrosamento que já inicia nos campeonatos e mesclado com ótimas jogadoras. O que a França tem de muito bom é o conjunto, além da qualidade individual e ótima técnica.

Vadão e Debinha em coletiva de imprensa na véspera do duelo com a França — Foto: Amanda Kestelman

Vadão e Debinha em coletiva de imprensa na véspera do duelo com a França — Foto: Amanda Kestelman

Revanche de 1998?

Perguntado sobre se o Brasil pode, em campo, vingar a derrota da seleção masculina na Copa de 98 para a França, Vadão negou qualquer sentimento de revanche.

– Não temos sentimento de vingança da França. O brasil tem até outros rivais mais tradicionais na américa do Sul. Menor sentimento de vingança da França. Jogaram muito bem em 98, teve toda a história do Ronaldinho que talvez tenha atrapalhado um pouco. Naquele momento a França vivia um momento bom. Não foi um jogo que teve briga e provocação. Nada que criasse clima hostil. No feminino, menos ainda. não temos nenhum tipo de rivalidade com a França a ponto de uma vitória significar algum tipo de sentimento de vingança que não seja o sentimento desportivo.

Vadão, técnico da Seleção feminina — Foto: Reuters

Vadão, técnico da Seleção feminina — Foto: Reuters

 Amanda Kestelman

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