Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 17/10/2017 às 13:44:33

FUNARO: ‘GEDDEL FOI O PRIMEIRO A LIGAR’ QUANDO SUA IRMÃ SAIU DA CADEIA

FUNARO: ‘GEDDEL FOI O PRIMEIRO A LIGAR’ QUANDO SUA IRMÃ SAIU DA CADEIA O doleiro Lúcio Funaro comentou o monitoramento do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)

O doleiro Lúcio Funaro detalhou o monitoramento do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) sobre a esposa do corretor Raquel Pita, após a prisão do próprio Funaro, em julho de 2016.

Em delação premiada, ele disse que o peemedebista ‘foi o primeiro a ligar’ para sua mulher quando sua irmã, Roberta Funaro, foi solta após período de encarceramento no âmbito da Operação Patmos. Geddel teria dito que ‘graças a Deus’ que Roberta foi solta para tentar acalmar os ânimos do doleiro para uma delação. De acordo com Funaro, por meio de ligações a sua mulher, Raquel Pita, o ex-ministro monitorava sua situação desde que foi preso. Ele entregou registros de ligações de Geddel, cadastrado como ‘Carainho’ na agenda de contatos.

Funaro foi preso com base na delação de Fábio Cleto, ex-vice presidente de Fundos e Loterias da Caixa. O doleiro é apontado como operador financeiro do ex-deputado Eduardo Cunha. Geddel foi para a cadeia mediante evidências encontradas pela PF ligando o ex-ministro a R$ 51 milhões encontrados em um apartamento de Salvador, incluindo impressões digitais deixadas no local.

A esposa do corretor afirmou que o peemedebista passou a fazer ligações ‘insistentemente’ após a prisão do marido, querendo saber do ‘estado de ânimo’ dele, e que esses contatos feitos em horários noturnos “passaram a incomodar”.

Segundo informações do blog do Fausto Macedo, Roberta disse que chegou a ligar ao marido para dizer que não iria atender mais as ligações Geddel, mas foi desaconselhada porque, segundo Funaro, o peemedebista “poderia estranhar e pensar que Lucio poderia estar delatando”. Funaro disse ter ficado com medo de uma retaliação do governo, e precisa pela segurança de sua família.

Geddel confessou ter feito mais de dez ligações a Raquel para fazer perguntas simples: ‘como vai você?’, porque é o mínimo. ‘Sua família está bem?’ Não se tratou de marido dela, de esposo dela, nada disso”. O depoimento aconteceu em audiência de custódia de sua primeira prisão, em julho.

Leonardo Attuch

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