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O contágio da Pityocampa está sendo mais letal do que a lepra

Nunca duvidamos do oportunismo e a esperteza da maioria dos políticos, principalmente aqueles que estão na base da carreira, ou melhor, vereadores, alguns neófitos outros lobos em pele de cordeiro.

Antes da explosão do escândalo da operação Pityocampa, testemunhamos por inúmeras vezes as romarias políticas a Meca (banco Sicoob e a Cooperativa – Coofsaúde), onde durante a semana eram recebidos os legisladores, e para o executivo eram reservados os finais de semana a beira da piscina, denominado  de Happy Hour.

Essas instituições atuavam como verdadeiros financiadores das mais diversas campanhas políticas no município, além da prestação de serviços médicos gratuitos para os eleitores previamente selecionados.

Toda essa movimentação tinha uma justificativa, a busca de recursos e apoios financeiros para suas campanhas eleitorais.

Os diretores das instituições eram enaltecidos, defendidos, ovacionados e tratados como grandes mecenas, principalmente o dirigente mais importante.

Ninguém esperava o tsunami provocado pelo desencadeamento da operação Pityocampa, levando ao conhecimento público  a corrupção na área de saúde em Feira de Santana.

Mesmo a operação não tendo sido concluída, atingiu frontalmente a classe empresarial. Até o momento os agentes públicos envolvidos não foram citados, ainda estão preservados.

Entretanto, aqueles políticos que se beneficiaram dos recursos desviados da saúde, foram rápidos no gatilho, se afastaram dos empresários como o diabo se afasta da cruz.

Essa estratégia adota poderia ou pode, acreditam eles, mate-los a salvo desse milionário desfalque de recursos oriundos da saúde.

Esquece esses senhores políticos de uma premissa básica, em transação financeira irregular coexistem as figuras do corruptor e dos corrompidos.

Como nossa justiça é lenta, não significa que todos os envolvidos possam ficar impunes.

Carlos Lima

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