Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 21/06/2017 às 09:47:54

RUI MANTÉM LICITAÇÃO DE SISTEMA COMPLEMENTAR DE ÔNIBUS

RUI MANTÉM LICITAÇÃO DE SISTEMA COMPLEMENTAR DE ÔNIBUS Governador Rui Costa

No ato de inauguração do primeiro dos três viadutos das obras complementares do metrô na Avenida Paralela, nesta terça-feira (20), o governador Rui Costa (PT) reafirmou a licitação de um sistema complementar de ônibus para atender à demanda do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, cujas obras devem ser concluídas no primeiro semestre de 2018.

Rui mantém posição firme diante do prefeito ACM Neto (DEM), que é terminantemente contrário à medida. A primeira licitação é referente às linhas metropolitanas que não vão mais entrar em Salvador. Rui explicou que assim que a Estação Mussurunga for inaugurada, todos os ônibus que vêm de Lauro de Freitas, Camaçari e Candeias pela Paralela vão parar no Terminal de Mussurunga.

“Só que o passageiro não quer só ir até a Lapa. Mas ir até o Campo Grande ou ir até o Shopping Barra, e é essa ponta que nós vamos licitar. Desde 2012 já foi previsto no contrato naquele momento duas opções. Opção número um: integrar com o sistema convencional. E está lá, escrito no programa, caso não se viabilize a integração por alguma razão, o Estado poderá licitar um sistema alimentador com uma distância máxima de cinco quilômetros”, disse o governador.

O prefeito ACM Neto, por outro lado, diz que não há como implantar um complemento sem que o passageiro acabe pagando o custo por isso. Mas Rui está disposto a manter a execução do projeto. “Nós vamos seguir o processo de licitação. Se até lá chegar a um acordo, ótimo”. O governo do Estado estima implantar o sistema complementar até o final deste ano.

Rui Costa também falou sobre outro imbróglio, o que embarga a obra do viaduto de Stella Maris, na Avenida Paralela. Ele afirmou que pode levar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o embargo às obras, imposto pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), atendendo a ação conjunta de donos de terrenos a serem desapropriados para a obra.

“Vamos fazer um debate no Brasil se a gente pode ou não construir viaduto dentro da cidade. Não tem cabimento esse tipo de reivindicação. Isso não tem previsão legal nem na lei estadual nem na lei federal. Até porque, qual seria o limite do viaduto para eu desapropriar?”, questionou Rui.

Nove proprietários alegam que serão diretamente impactados com a obra realizada pela CCR Metrô, que engloba o projeto de implantação do metrô na capital baiana.

Rui afirma que eles querem “aproveitar a oportunidade de uma obra próxima” para lucrar. “A questão é que o terreno não tem valor nenhum comercial porque ele tem muita restrição construtiva, está no meio do areal. Eu não sei quem, algum dia, ia dar licença para construir ali. O Estado com certeza não ia dar. A prefeitura? Acho pouco provável que dê. Então, é um terreno que não tem valor comercial”, argumenta o governador.

Leonardo Attuch

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