Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 13/08/2018 às 16:25:01

Trabalhador feirense ganha na Justiça indenização de R$ 10 mil por ataques racistas

Ele trabalhava numa empresa de bebidas

Trabalhador feirense ganha na Justiça indenização de R$ 10 mil por ataques racistas Tribunal Regional do Trabalho Bahia

Trabalhador de uma distribuidora de bebidas em Feira de Santana, obteve na Justiça o direito a receber uma indenização de R$ 10 mil.

Ele denunciou colegas por ser chamado com termos racistas no ambiente de trabalho. Ainda cabe recurso da decisão.

Segundo o trabalhador feirense, ele foi apelidado pelos colegas de ‘Nikito’, nome que remete a uma marca de biscoitos que tem como mascote um macaco.

O trabalhador afirmou que algumas vezes, também foi chamado de macaco por um superior hierárquico e por outros trabalhadores.

Em certa ocasião, o funcionário encontrou bananas na motocicleta que pilotava.

Ele inclusive denunciou que comunicou as agressões aos superiores da empresa sobre a forma como era tratado, mas, segundo ele, nenhuma medida foi tomada para coibir as atitude dos colegas.

O pedido de indenização havia sido julgado improcedente pela 3ª Vara do Trabalho de Feira de Santana.

Na ocasião, as alegações foram confirmadas por depoimento testemunhal, mas negadas pelo supervisor da empresa. Com isso, a juíza da 3ª Vara do Trabalho de Feira de Santana julgou improcedente o pedido.

No entanto, desembargadores da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT5-BA), em unanimidade, reconheceram o assédio moral sofrido pelo funcionário. Na visão do relator do processo, o desembargador Edilton Meireles, o depoimento do supervisor não possui isenção.

“A tese do autor é no sentido de que sofreu assédio moral pelo seu superior hierárquico. (…) não há isenção no depoimento da referida testemunha, pois, evidente o seu interesse na solução do litígio”, afirmou o magistrado, em nota do TRT-5.

O relator explicou, ainda, que “o assédio moral configura-se como conduta abusiva do empregador ou de seus prepostos, mediante a qual fica exposto o obreiro, de forma reiterada, a situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras, as quais atentam contra a sua dignidade e integridade psíquica”.

cljornal com informações do G1

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