Carlos Lima
Hoje dia 22/05/2019 às 09:29:24

Feira
Carlos Lima | Publicado em 21/04/2019 às 14:28:35

A imparcialidade jurídica da fiel defesa Constitucional é utópica/por Carlos Lima

A imparcialidade jurídica da fiel defesa Constitucional é utópica/por Carlos Lima Carlos Lima

Quanto mais se reconhece que a atual formação do STF seja duvidosa na defesa da Constituição, calculando-se pela média de sua composição, não se pode neutralizar sua existência.

Está sendo subvertida pela atuação política de alguns membros que assumiram o plano da extrema direita.

Uma dos prováveis motivos para essa suspeição vem da inclusão por Paulo Guedes na Reforma da Previdência da antecipação de cinco anos na aposentadoria compulsória de ministros dos tribunais superiores.

Se esse projeto for aprovado será benéfico para os ministros, e vai permitir que Bolsonaro pudesse nomear ministro que o acompanhe no seu projeto político.

Temos dois nomes na lista Bolsonarista, João Gebran, desembargador da corrente extremada no Tribunal Regional Federal do Sul, e em seguida, claro, o Sergio Moro.

Não existe qualquer dúvida que esses dois nomes estariam fortalecendo o plano da extrema direita.

Não venham me dizer da imparcialidade jurídica, da fiel defesa Constitucional, todas as provas em contrário já foram dadas, também não me vejo na obrigação de repeti-las nesse momento.

Deixo por conta da consciência de cada um, mesmo sabendo que os resultados são desastrosos.

Desastrosos porque para muitos a série de decisões decepcionantes adotadas pelo tribunal são incompreensíveis para a maioria do povo, ter capacidade intelectual para analisá-las a luz da verdade jurídica, atualmente, é utopia.

É nesse cenário que o plano colonizador de Bolsonaro está encontrando a sustentação.

Sabermos que Dias Toffoli, Alexandre de Mores e Gilmar Mendes são tidos como guardião da institucionalidade é desanimador e envergonha o povo e a nação.

Tem um ditado popular que diz: Ruim com ele, pior sem ele. Podemos dizer isso do STF.

Cabem a todos nós a mobilização, o entendimento e a vontade de fazermos vales que “a voz de Deus e a do povo”. Devemos nos fazer ouvir, e, impedir a aprovação dessa Reforma como ela se apresenta.

Ela escraviza e consolida um plano de cerceamento do nosso desenvolvimento enquanto povo e nação.

Carlos Lima

 

 

Comentários

comentários

Veja também