A VERGONHA DA SUBSERVIÊNCIA POLÍTICA/POR CARLOS LIMA

O que mais me impressiona na maioria da classe política é a falta de respeito a si próprio, pela subserviência ao poder, abandonando a legitimidade constitucional de defesa do país e do seu povo.

O apego às migalhas deixadas pelas inefáveis autoridades que lhes delegada em escala humilhante parte desse imaginário poder, em troca de sua honradez comportamental na defesa dos interesses do povo que os elegeu.

Ficam de olhos vidrados na condição de exercer uma posição de poder e mando diante de uma sociedade elitista que até pouco tempo não o reconhecia no mundo dos vivos.

As humilhações que lhes são impostas destroem os alicerces de sua personalidade e paralisam suas consciências diante de suas verdades para se submeterem aos desígnios daqueles que são mais poderosos, ou melhor, momentaneamente estão no topo da pirâmide política.

Nesse cume piramidal os principais ensinamentos para o sucesso se encontra nas seguintes exigências: corromper – Induzir a realizar ato contrário ao dever ou à ética; Roubar  – Ato de subtrair bens e recursos de outrem. Saber Escapar a punição; Violência – Ato em que se faz uso se força bruta. Contrário ao direito ou à justiça. Corromper e deixar-se ser corrompido. Com essas qualidades você é um forte candidato ao grupo.

O histórico une corrupção e impunidade, e juntas, quando se descobre o escândalo e os autores, a punição se torna um dilema,  não se pode, ou não se quer, reaver o bem corrompido e nem punir os culpados. Podem descobrir que o outro lado dessa “moeda” é igual.

Por que o ser humano se submete a situação tão degradante se o artigo 5º da Constituição determina:  “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

A reposta está justamente na ficção desse artigo constitucional. Ele nunca foi respeitado na sua integralidade.

É humilhante conhecemos o ser humano que abdica dos seus direitos, personalidade  e caráter, para se tornar a autoridade maior de um município, é o prefeito de direito e não de fato. Suas decisões sempre devem ser referendadas pelo seu tutor. É uma perfeita palhaço, em um palco que não é seu.

Outro para assumir a presidência do legislativo usa uma coleira do executivo ao ponto de fazer vergonhosa defesa do alcaide, na Tribuna da própria Casa.

Em outra situação, um ministro de Estado, médico, faz recomendações técnicas para se combater uma pandemia e volta atrás por recomendação de um presidente que demonstra traços de esquizofrenia.

Mais vale a fantasiosa posição de poder do que o seu caráter.

Esses comportamentos são um escárnio para com o povo e uma desestima para consigo. Não são dignos de confiança.

Para esses homens desprovidos de personalidade qualquer desastre, catástrofe natural ou não, é motivo de enriquecimento ilícito pelo desvio de recursos públicos, são verdadeiros abutres.

Os exemplos de ações desse porte nos chegam como avalanches.

Podemos registrar parte dos motivos pelos quais Feira de Santana precisa mudar o seu destino político, e o nosso país rever os  conceitos sobre o que é melhor para ele e para o povo.

Carlos Lima

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