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Carlos Lima | Publicado em 27/08/2018 às 15:11:48

Comunidade quilombola do Candeal em Feira de Santana festeja identidade negra

Comunidade quilombola do Candeal em Feira de Santana festeja identidade negra Eu sou negra

Valorização da identidade racial, busca dos traços  culturais, combate ao racismo e busca da consciência social.

A IV Semana da Igualdade Racial do Candeal e a III Festa da Cultura, que começaram no dia 22 e foram encerradas no domingo, 26, teve como objetivo levar as pessoas de origem negra a refletir sobre a problemática.

“É a valorizar a raça”, diz a coordenadora do evento, Daiane Pereira. “Candeal (localizado no distrito da Matinha) é uma comunidade Quilombola reconhecida em 2016 pela Fundação Palmares”, explica.

Ela afirma, ainda, que a presença de pessoas de idade avançada na festa é sinal que os negros estão se assumindo.

A transformação, diz, deve ser começar pela base – mesmo que a presença dos idosos seja considerada um importante passo à frente. “Foi feito um trabalho de fortalecimento das tradições, como capoeira, samba de roda.

De conscientização sobre o que é ser negro”, destaca Daiane.

A programação foi intensa e com a aplicação de iniciativas focadas na conscientização e valorização dos negros. E com a participação da comunidade do povoado e de povoados vizinhos.

A Prefeitura de Feira de Santana apoiou o evento.

Em estandes foram apresentados artesanatos produzidos na comunidade, como panos de pratos, comidas típicas, utensílios usados na lida diária, ervas medicinais e ‘fubuias’, desfiles de trabalhadores de todas as idades. Detalhe: o uso do turbante.

Matilde da Fonseca é ‘turbanteira’ há alguns anos. Para ela, o tecido enrolado na cabeça é uma forma de identidade cultural.

Da oficina de confecção do objeto fruto de desejo das mulheres da comunidade. “Todas ficam lindas”, comemora.

A dona de casa Janete Santana diz se identificar com o turbante, e que coloca a peça colorida sempre que vai à cidade ou a outro povoado.

“O turbante é uma referência. É como dizer para todos que sou negra”, acentua.

Secom

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