Carlos Lima
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Feira
Carlos Lima | Publicado em 11/02/2020 às 14:35:04

Mentiras repetidas muitas vezes se tornam verdades/ Por Sérgio Jones*

Mentiras repetidas muitas vezes se tornam verdades/ Por Sérgio Jones*

Os políticos, por razões óbvias, são mentirosos contumazes e em período eleitoral, esta tendência cresce de forma exponencial. Motivos, eles têm ou acreditam ter muitos. Objetivo não é atender às necessidades daqueles segmentos mais necessitados da população, é deixar de ser oprimido, para ser opressor. Subir na escala social e financeira.

Recentemente, me vi diante de mais uma dessas situações ao me deparar com uma entrevista feita pela imprensa local em que o entrevistado é um dos pré-candidatos a prefeito. Ao ser questionado sobre a motivação em colocar o seu nome para disputar a prefeitura de Feira de Santana, a resposta foi pronta e imediata.

O primeiro ponto abordado era por ser ele, o pleiteante, filho de Feira e ter exercido mandato de deputado. De forma pouco modesta se intitulou como ouvidor das demandas do município por conhecer profundamente os problemas estruturais da cidade, entre outros argumentos pífios e inconsistentes.

Político com perfil conservador e com atuação bastante discutível na Assembleia Legislativa da Bahia. Ao ser questionado em qual dos grandes políticos brasileiros se espelhava foi rápido no gatilho, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães. Mas na sequência se contradiz ao afirmar que no geral não tem nenhum político que seja ou sirva como farol sinalizador dele.

O mais hilário e patético posicionamento do entrevistado foi quando ao ser instigado para falar sobre o seu plano de governo. A cartilha apresentada e a cantilena utilizada já se encontravam na ponta da língua: Inclusão social, valorização da cidadania, obras estruturantes, valorização da cidadania e de inclusão social, além de buscar aproximação entre o poder executivo e o povo. ”Vamos fazer um governo participativo”.

Quando indagado, mais uma vez, onde buscaria recursos para implementar plano e propostas irretocáveis. Saiu à francesa com o velho e desgastado argumento de que o momento seria inadequado para explicitar tais propostas. Mas que enquanto gestor pretende buscar recursos em todas as esferas, tanto estadual como federal.

Quanto as chances de vencer as eleições, ele disse considerar ser positivas por ser o nome dele o único entre os quatro que não possui mandato, além de contar com uma baixa rejeição e uma boa aceitação popular.

Mesmo diante desse argumento de cunho tão otimista, não foi suficiente para lhe garantir o retorno à Assembleia Legislativa, no último pleito.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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