Carlos Lima
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Feira
Carlos Lima | Publicado em 06/05/2018 às 13:24:42

Terreiros de candomblé de Feira começam a ser cadastrados

Terreiros de candomblé de Feira começam a ser cadastrados Terreiro de Candomblé Caboclo Capangueiro

O Terreiro de Candomblé Caboclo Capangueiro, no distrito de Maria Quitéria, da nação Ketu, uma das correntes da religião de matriz africana, foi o primeiro a ser cadastrado e vai constar no mapeamento dos terreiros de candomblé de Feira de Santana, que vai ser transformado num guia do turismo étnico-religioso do município.

O levantamento, com prazo para ser finalizado em até janeiro do próximo ano, está sendo feito pela Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, com trabalho de campo realizado pelo Departamento de Turismo.

O guia vai facilitar o acesso das pessoas

Com mais de 40 anos como ya – mãe em ioruba, Sueli Amorim Santos (foto), a mãe Suely, disse que o mapeamento dos terreiros dará maior visibilidade a estes espaços religiosos, e não apenas para os feirenses. “Recebemos pessoas de várias partes do estado. E o guia vai facilitar o acesso delas aos nossos terreiros”.

Mais de 200 casas existem em Feira de Santana

Em Feira de Santana existem mais de 200 casas associadas à Fenacab (Federação Nacional de Culto Afrobrasileiro), entre terreiros e casa de axé, de acordo com coordenadora regional da instituição, Maria das Graças Ferreira dos Santos (foto), a mãe Graça, do terreiro Ileaxé Gilodeafan.

Casas de axé, ela explica, são os terreiros localizados em casas urbanas, onde o contato com a natureza é restrito a poucos espaços. Já os terreiros tem áreas mais amplas, com árvores – algumas usadas nos rituais, como a aroeira. “A nossa religião é essencialmente relacionada com a natureza, o contato com a terra”.

Segundo ela, as cinco nações religiosas – keto, angola, gegê, nagô e umbanda, serão beneficiadas com o mapeamento e o guia. “Os sacerdotes ficarão contentes com o serviço que está sendo realizado, devido ao reconhecimento e a valorização deles. Os deuses são os mesmos, mas as nações se diferenciam pelos nomes das divindades e os rituais.

O levantamento é para alimentar o turismo étnico-religioso

A diretora do Departamento de Turismo do município, Graça Cordeiro (foto), disse que o levantamento será encaminhado à Secretaria de Turismo do Estado e ao Ministério do Turismo. “O mapeamento é muito importante porque vai mostrar todos os terreiros e casas de axé, que vai alimentar o turismo étnico-religioso em Feira”.

De acordo com a diretora, o inventário vai continuar sendo realizado, mesmo depois de janeiro, quando esta fase vai ser encerrada.

Seom

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