Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 10/06/2019 às 10:00:38

A pergunta agora é: Onde estamos? Para onde estão querendo nos levar?

A pergunta agora é: Onde estamos? Para onde estão querendo nos levar? A dupla destruidora da justiça e do país

Na prática, Moro e Dallagnol transformaram o judiciário brasileiro numa arma política contra aqueles que eles julgavam ser seus inimigos.

O que antes era uma “teoria da conspiração” se mostrou uma sórdida realidade. muito mais do que se poderia imaginar.

Não há parâmetro de comparação, na História Contemporânea do Brasil, para os crimes institucionais de Moro e Dallagnol.

O The Intercept liberou as quatro primeiras reportagens sobre as conversas em grupos secretos de redes sociais entre Moro, Dallagnol e os procuradores da Lava a Jato. O material, que segundo Glenn Greenwald, é “apenas” uma pequena parte do material que receberam.

Richard Nixon, nos EUA, precisou renunciar por ter autorizado a escuta de uma convenção política do partido contrário. Ferdinand Marcos, em 1988 nas Filipinas foi obrigado a sair do governo após perder as eleições e tentar um golpe.

Sílvio Berlusconi, em 2011, em função de uma série de escândalos sexuais e pressões políticas.

Estes são os eventos mais próximos do absurdo que estamos vivendo que  rememorei no momento.

Nenhum deles, entretanto tem a profundidade dos crimes de Moro e Dallagnol.

O material liberado pelo The Intercept mostra conchavos entre o juiz e os procuradores desde 2013.

Não são apenas “combinações” de ações jurídicas – o que já seria motivo de anulação e processos criminais a ambos – é uma verdadeira operação lesa-pátria contra o Brasil, seu povo, Lula e o Partido dos Trabalhadores.

Por mais de cinco anos houve um verdadeiro conluio entre agentes do judiciário com explícito objetivo de retirar o Partido dos Trabalhadores do poder e, provavelmente, eleger Jair Bolsonaro.

São cinco anos de crimes ininterruptos, planos escusos, mensagens sórdidas, combinações e maquinações ilegais junto com o grampo de TODOS os defensores do presidente e de suas pessoas mais próximas.

É um caso tão escabroso que não há como imaginar os resultados desta ação.

Na prática, Moro e Dallagnol transformaram o judiciário brasileiro numa arma política contra aqueles que eles julgavam ser seus inimigos.

O que antes era uma “teoria da conspiração” se mostrou uma realidade das mais sórdida do que se poderia imaginar.

Os espúrios, juiz e procurador terminaram por eleger o mais incompetente e incapaz presidente da História Contemporânea.

E as combinações no material mostram que havia um projeto político para calar Lula, evitar que ele falasse e concorresse e tudo mais de nefasto e criminoso que você puder imaginar.

Tudo digitado, escrito, assinado … não são suposições, não é convicção … é a realidade da célula criminosa chamada “República de Curitiba”.

A julgar pelo mal que fizeram ao povo e ao Brasil, com a entrega do pré-sal, a prisão de inúmeros inocentes, a destruição de empresas brasileiras, a criação de milhões de desempregados e a alteração visível na democracia brasileira, Moro e Dallagnol poderiam ser enquadrados na lei contra o terrorismo.

Segundo a lei 13260 de 16 de março de 2016 é terrorismo a “prática por um ou mais indivíduos” do ato de “sabotar o funcionamento” de “instalações públicas”.

É claro que não se está apenas falando da materialidade da “instalação”. A institucionalidade brasileira foi tão esgarçada pelos crimes de Moro e Dallagnol que é difícil conceber um ato mais danoso ao Brasil.

O conluio criminoso do procurador e do ex-juiz não só responsável pela prisão de inocentes como Lula, mas pela deterioração da vida dos brasileiros, o descontrole dos preços de gasolina, gás e luz, o desemprego, a recessão e a eleição deste governo atual. Está tudo imbricado nos crimes seminais de Moro e Dallagnol.

C? A inação do STF permitiu tudo acontecer até aqui. As “espadas endurecidas” e os “cavalos ensebados” dos militares verde-vômito do Brasil foram respaldo. Mas e agora? Diante de tamanha pachorra, de tamanho disparate… onde estamos?

Fernando Horta

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