Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 23/01/2020 às 13:35:24

Brasil cai no ranking mundial de percepção de corrupção

Brasil cai no ranking mundial de percepção de corrupção BRASIL CAI NO RANKING MUNDIAL

Um estudo realizado pela organização Transparência Internacional divulgado nesta quinta-feira (23/1) revela que o Brasil caiu mais uma posição no ranking mundial de percepção de corrupção no ano de 2019. Os dados mostram que o país não avançou quando se trata de combate à corrupção.

O Brasil recuou no ranking pelo 5º ano consecutivo e passou a ocupar a 106ª posição, com 35 pontos no índice de percepção da corrupção (IPC).

Quanto mais próximo de 0 o país chega, mais ele é considerado desonesto. Aquele que estiver perto de 100 é visto como um dos mais corretos.

O Brasil alcançou os mesmos índices de Albânia, Argélia, Costa do Marfim, Egito, Macedônia e Mongólia. Dinamarca, Nova Zelândia e Finlândia estão nas primeiras posições no ranking e são apontados as nações mais incorruptíveis.

Na América do Sul, o Brasil surge depois de Uruguai, Chile, e Argentina e fica na frente da Bolívia, Paraguai e Venezuela.

O IPC caracteriza e pontua cada país baseado na percepção de quão corrupto os setores públicos são por acadêmicos, investidores, executivos e estudiosos da área de transparência.

Aspectos como desvio de recursos públicos, nepotismo, burocracia excessiva, propina e habilidade das gestões em conter a corrupção são levados em consideração.

O relatório considerou que a dificuldade do combate à corrupção no Brasil são as “interferências políticas” do presidente Bolsonaro em órgãos de controle, como substituições polêmicas na Polícia Federal e Receita Federal e a nomeação de um Procurador-Geral da República fora da lista tríplice.

A paralisação das investigações criminais que usavam dados do Coaf e de outros órgãos responsáveis sem autorização judicial, realizada pelo ministro Dias Toffoli (STF), em julho do ano passado, também foi apontada pelo documento como um retrocesso.

“A ação, praticamente paralisou o sistema de combate à lavagem de dinheiro do país”, diz o relatório. Em novembro, a corte acabou revendo a decisão.

Correio Braziliense

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