Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 27/10/2016 às 17:11:12

COLOCAR POLÍCIA NO CONGRESSO NÃO É O MELHOR MÉTODO

COLOCAR POLÍCIA NO CONGRESSO NÃO É O MELHOR MÉTODO A PF no Congresso

Ao criticar a Operação Métis, da Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes escreveu nesta quinta-feira 27 mais um capítulo da crise entre os poderes vivenciada pelo Brasil.

“É, de fato, um caso politicamente delicado, porque não é um caso de escola. Colocar polícia no Congresso não é o melhor método de lidar com isso. A não ser que seja imprescindível, nós devemos evitar”, declarou Gilmar.

“Acho que atuou bem o Senado quando decidiu judicializar a questão, é a forma mais adequada de discutir com o juiz é no processo, é fazer recurso. Então me parece que a partir daí o próprio STF deve se pronunciar e dar uma diretriz”, acrescentou.

Pouco antes, o ministro Teori Zavascki concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da operação da PF que prendeu, dentro do Senado, quatro agentes da Polícia Legislativa, acusados de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, na semana passada.

Teori determinou ainda, ao analisar a ação de um dos policiais presos, que o processo vá para o Supremo, uma vez que o objetivo da operação era “claramente” apurar a possível participação de parlamentares nos fatos.

O caso criou um embate entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que criticou o juiz de primeira instância que autorizou a operação, e a presidente do STF, Cármen Lúcia, que saiu em defesa do magistrado.

Desde então, Michel Temer tentou marcar uma reunião entre os chefes dos três poderes, mas Cármen Lúcia, em um gesto raro, recusou ao pedido do presidente da República e disse que estava com a agenda cheia para o encontro.

Renan entrou com duas ações no Supremo sobre o caso, uma pedido a suspensão da operação e outra pedindo que “sejam estabelecidos os limites e as competências dos Poderes do Estado”.

Uma terceira, junto ao CNJ, questiona a decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, que para Renan, usurpou a competência do STF e invadiu o Poder Legislativo ao autorizar a operação.

Leonardo Atrtuch

 

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