Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 14/03/2020 às 12:53:57

Pastor evangélico mantém esposa refém e transmite agressões ao vivo

Pastor evangélico mantém esposa refém e transmite agressões ao vivo Pastor Jesus faz esposa refém e pratica tortura

O pastor evangélico Jesus Gorgs, de 40 anos, foi preso em Campo Grande (MS) após torturar e fazer a esposa de refém durante 12 horas. O homem transmitiu as agressões ao vivo pela internet.

Vizinhos e colegas viram o vídeo e acionaram a polícia. O boletim de ocorrência revela que o pastor vinha ameaçando Sandra e um fiel da igreja, acusando os dois de terem uma relação extraconjugal.

A polícia tentou fazer com que o homem libertasse a mulher, mas ele ameaçou furar os olhos dela com uma tesoura e matá-la caso os policiais se aproximassem. O pastor ainda cortou os cabelos da esposa e rasgou as roupas dela.

A rua onde o que crime ocorreu foi interditada. Policiais do Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Grupo de Operações e Investigações (GOI), além do Corpo de Bombeiros, estiveram no local negociando a rendição.

Depois de horas de negociações, o pastor se entregou e liberou a companheira. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros com hematomas.

Crimes

Segundo a delegada Sueili Araújo, da Delegacia da Mulher (Deam), o pastor pode responder por pelo menos quatro crimes. “Em princípio, ele cometeu cárcere privado, lesão corporal, ameaça e ainda pode ser enquadrado nos artigos 216-B e 218- C, do Código Penal Brasileiro, que é produzir imagens com cena de nudez sem consentimento da vítima e ainda com a finalidade de humilhação, o que pode levar a um aumento de pena”, explicou a delegada.

Vale mencionar que as tipificações podem mudar para crimes mais pesados, dependendo do depoimento da vítima que ainda não foi ouvida.

“Se a vítima disser que em algum momento ele tentou matá-la e não conseguiu, será enquadrado por tentativa de feminicídio. Além disso, vamos verificar se houve abuso sexual, o que poderá resultar em acusação por estupro”, relatou a delegada.

RPP

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