Carlos Lima
Hoje dia 20/10/2019 às 09:53:22

Geral
Carlos Lima | Publicado em 08/10/2019 às 09:15:39

PGR sabota OAB em posse de Aras

PGR sabota OAB em posse de Aras Foto: DIVULGAÇÃO

O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, não foi à posse de Augusto Aras na Procuradoria Geral da República. O governo Bolsonaro rompeu com a tradição de vetou a presença de Santa Cruz na mesa principal da cerimônia e cassou-lhe a palavra, informa Ancelmo Gois em seu blog.

Tantos nas posses da PGR como nas do STF, o presidente da OAB fica na mesa principal e tem direito a fala. A retaliação do governo Bolsonaro foi executada pela PGR que decidiu que Santa Cruz ficaria na quinta fila e não seria citado: “Claro que foi um gesto de politização para agradar Bolsonaro”, diz Felipe.

As relações entre o governo e a OAB estão no limite do rompimento desde que Jair Bolsonaro fez um ataque brutal a Felipe Santa Cruz e sua família, que provocou repulsa no país e no exterior. Leia a notícia do 247 do dia do ataque, em 29 de julho último:

247 – O presidente Jair Bolsonaro atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, pela atuação na investigação do caso de Adélio Bispo, autor do ferimento a faca que sofreu no período eleitoral, e disse que, “se a OAB quiser”, pode explicar como “o pai dele desapareceu no período militar”.

“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”, afirmou Bolsonaro.

O presidente da OAB é filho de Felipe é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido após ter sido preso no Rio de Janeiro por agentes da ditadura, em fevereiro de 1974. Segundo documentos da Comissão da Verdade, que investiga os crimes da ditadura, não há registros de que Fernando tenha participado de luta armada contra o regime, ao contrário do afirmado por Bolsonaro.

Sobre o caso de Adélio, Bolsonaro disse que “ele se deu mal. Eu não recorri porque se recorresse ele seria julgado não por homicídio, mas tentativa de homicídio, em um ano e meio ou dois estaria na rua. Como não recorri, agora é maluco o resto da vida. Vai ficar num manicômio judicial, é uma prisão perpétua. Já fiquei sabendo que está aloprando por lá. Abre a boca, pô”, disse.

247

Comentários

comentários

Veja também