Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 21/07/2017 às 14:44:29

Preço da gasolina tem reajuste em postos após governo aumentar impostos

Preço da gasolina tem reajuste em postos após governo aumentar impostos Litro da gasolina deve ficar R$ 0,41 mais caro se houver repasse integral; postos sem aumento de preço têm fila de automóveis.

Após a alta de PIS e Cofins nos combustíveis anunciada na quinta-feira (20) pelo governo, os postos já aumentaram o preço da gasolina pelo país. Houveram reajustes  em  estabelecimentos nos estados de SP, MG, ES, PR, PI, PE, BA, MS, RS, RN, AL, PB, além do DF.

No caso do Piauí, Paraná, Paraíba e Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, motoristas fizeram fila para abastecer seus veículos em postos que não haviam subido os preços.
A alíquota de PIS e Cofins ficou mais alta para a gasolina, o etanol e o diesel.

No caso da gasolina, a tributação mais que dobrou, passando de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro. Se a alta for repassada na íntegra para o consumidor, o litro da gasolina deverá ficar R$ 0,41 mais caro no país. A decisão sobre o repasse ao consumidor final, contudo, é de cada posto de combustível.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia, os postos de combustíveis do país já receberam das distribuidoras o repasse do aumento do PIS e Cofins nos preços. Considerando a Cide, que é de R$ 0,10 por litro, os impostos sobre a gasolina devem custar aos motoristas R$ 0,89 para cada litro.

“Vai ter posto com estoque baixo que subirá os preços de imediato, enquanto outros tentarão segurar um pouco, porque o mercado está muito competitivo”, afirma Gouveia, acrescentando que os R$ 0,41 de aumento “assustaram” o setor, que esperava uma elevação na faixa de R$ 0,10.

Na avaliação do presidente do Sincopetro, o aumento deve desaquecer o consumo nos postos. “O mercado já estava fraco e, diante dessa elevação, a expectativa é de uma queda ainda maior nas vendas”.

Procurado, o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) não se posicionou sobre o aumento até a última atualização desta notícia.

Taís Laporta

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