Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 16/08/2019 às 09:35:55

Veja aponta ligações da família de Michelle Bolsonaro com tráfico de drogas

Veja aponta ligações da família de Michelle Bolsonaro com tráfico de drogas Veja aponta ligações da família de Michelle Bolsonaro com tráfico de drogas. Foto: Divulgação/ Reprodução 247

Reportagem da revista Veja aponta ligações da integrantes da família da primeira-dama, Michele Bolsonaro, com crimes que vão desde o tráfico de entorpecentes, envolvimento com milícias e estelionato no entorno do Distrito Federal.

Segundo a reportagem, Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó de Michele e que nesta semana foi localizada no corredor de um hospital público onde esperava a dois dias por uma cirurgia devido a uma fratura de bacia, foi presa aos 55 anos pela 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal ‘com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína’.

Segundo os investigadores, a prisão ocorreu no ano de 1997, após o registro de uma denúncia anônima relatando o tráfico de drogas a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ela acabou condenada a cumprir uma pena de três anos em regime fechado. “Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-lhe dinheiro para que a levasse até sua casa”, diz ainda a reportagem.

“Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000”, completa o texto.

A mãe de Michele Bolsonaro, Maria das Graças, também teve problemas com a Justiça. “Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso”, diz a reportagem.  “A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa”, ressalta o texto. O processo, porém, acabou arquivado em 1994.

Um tio da primeira-dama, João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, um dos pouco membros da família de Michelle convidados para a cerimônia de posse de Bolsonaro, foi preso em maio deste ano “sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle”. João Batista está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília, e o processo tramita em segredo de Justiça.

Brasil 247

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