Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 29/07/2017 às 11:30:10

Agressor de Hamburgo era conhecido como ‘islamita’ pela polícia

Agressor de Hamburgo era conhecido como ‘islamita’ pela polícia Idosa é acompanhada por um bombeiro após um ataque com faca em um supermercado em Hamburgo, na Alemanha, nesta sexta-feira (28) (Foto: Paul Weidenbaum/ AP)

O homem de 26 anos que matou uma pessoa em um ataque com faca, que também deixou vários feridos, na sexta-feira (28), em Hamburgo (Alemanha), era conhecido como um “islamita” pela polícia, informou neste sábado (29) o ministro do Interior da cidade.

“Era conhecido como islamita, mas não como jihadista, pelos serviços de segurança”, afirmou Andy Grote, antes de apontar que o homem era considerado “um caso suspeito após elementos que demonstravam uma radicalização religiosa”.

O ministro da cidade Estado do norte da Alemanha mencionou, na atual fase da investigação, “vínculos com motivações religiosas, islamitas”, determinantes para passar à ação.

Ao mesmo tempo, no entanto, indicou que o agressor, procedente dos Emirados Árabes Unidos, sofria uma “instabilidade psicológica”. A situação continua “confusa e não é possível saber ainda qual destes elementos foi o detonador”, disse Grote.

O agressor atacou várias pessoas em um supermercado e em uma rua comercial da zona norte de Hamburgo.

De acordo com a polícia, o homem roubou uma faca de cozinha e avançou na direção de um homem de 50 anos, que foi esfaqueado até a morte. Depois, ele feriu mais dois clientes dentro da loja, antes de atacar outras pessoas na rua.
Já na rua, o agressor, identificado como Ahmed al H. na imprensa local, foi perseguido por várias pessoas, que conseguiram cercá-lo, jogaram cadeiras contra ele até a chegada da polícia.

Autor tinha antecedentes

De acordo com a agência Efe, nas investigações em andamento não foram encontrados indícios de que o autor do ataque, que estava sendo observado pela polícia pela radicalização islâmica, estivesse vinculado a alguma rede terrorista.

Grote afirmou, além disso, que o agressor tinha tido um pedido de refúgio negado e esperava ser expulso da Alemanha, o que só não ocorreu por falta da documentação necessária para enviá-lo de volta ao seu país.

O ministro e o promotor Bernd Krüsser reiteraram que o homem era conhecido por suas tendências islamitas, mas que não tinha ligação com o jihadismo. Além disso, ambos revelaram que o autor do ataque tinha antecedentes por crimes menores.

No albergue para refugiados onde ele vivia, o agressor era conhecido por ser uma pessoa conflituosa, com problemas com drogas e álcool, impaciente por retornar ao país. A falta de um passaporte, no entanto, tinha impedido a viagem de volta aos Emirados Árabes.

Segundo Krüsser, o homem entrou na Alemanha por Dortmund em 2015, onde apresentou o pedido de asilo. De lá, ele foi enviado a um centro de refugiados de Hamburgo enquanto a solicitação, que acabou negada no ano seguinte, era avaliada.

As autoridades da Alemanha sabiam que ele tinha passado por vários países europeus antes de chegar a Dortmund.

Por France Presse

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