Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 09/05/2017 às 11:56:47

Conselho Mundial da Paz rechaça militares dos EUA na Amazônia

Conselho Mundial da Paz rechaça militares dos EUA na Amazônia Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz

É com extrema preocupação que acompanhamos as notícias de que o Brasil, o Peru e a Colômbia incluirão tropas dos Estados Unidos num exercício militar conjunto na tríplice fronteira amazônica, em novembro deste ano.

É sintomático que o convite para a participação estadunidense tenha partido do Brasil, segundo a mídia nacional, onde a população vive o pós-golpe de Estado sob a ameaça das políticas reacionárias e servis ao império promovidas por um governo ilegítimo.

O Conselho Mundial da Paz tem rechaçado o intervencionismo estadunidense, em flagrante ameaça à soberania das nações, o que inclui a instalação de quase mil bases por todo o planeta e a presença militar por todos os continentes.

Preocupam ainda o fato de os planos surgirem na forma do AmazonLog – exercício militar de logística criado após um encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a máquina de guerra imperialista, em 2015, quando o Brasil participou como observador – e a narrativa veiculada de que a iniciativa também visa a promover a “reaproximação” entre o Brasil e os EUA.

Sob o ilusório título “Operação América Unida”, as tropas dos EUA estarão por uma semana na Amazônia brasileira. Será a primeira vez que as tropas estadunidenses participarão diretamente dos exercícios dos três países fronteiriços, em um momento de agravada tensão regional e ameaça do imperialismo estadunidense contra os governos progressistas da América Latina.

Não é novidade que os interesses geoestratégicos dos EUA na América Latina visam ao controle de rotas, recursos naturais e energéticos e da biodiversidade amazônica, o que já motivou o apoio a golpes e regimes militares brutais e hoje segue motivando a promoção de golpes sob novas roupagens.

Tampouco é nova a invenção de pretextos para a presença e a promoção de políticas agressivas e a militarização da região: o combate ao tráfico de drogas e outros tipos de crimes transnacionais – como, supostamente, o terrorismo, o que há décadas promove a repressão e perseguição a movimentos insurgentes.

Por isso, os movimentos solidários aos povos da América Latina e Caribe, em sua luta pela segunda e definitiva independência e em defesa das soberanias nacionais, por uma Zona de Paz e amizade, acompanham com atenção e rechaçam com veemência o aumento da presença militar estadunidense na região.

Pelo fim às bases militares estrangeiras e ao intervencionismo imperialista!

Socorro Gomes,
Presidenta do Conselho Mundial da Paz

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