Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 30/07/2019 às 11:55:28

ONU repreende Rússia por uso de força contra manifestantes

ONU repreende Rússia por uso de força contra manifestantes Agentes de segurança prendem manifestante em Moscou, na Rússia 27/07/2019 REUTERS/Tatyana Makeyeva

A polícia da Rússia parece ter usado força excessiva contra manifestantes no final de semana, supostamente ferindo mais de 70, e pode ter violado o direito básico à liberdade de expressão, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

O porta-voz de direitos humanos da ONU, Rupert Colville, questionou a desqualificação de 57 candidatos opositores ou independentes da eleição municipal de Moscou, o que causou o protesto em massa.

A polícia russa deteve mais de mil pessoas em Moscou no sábado, durante uma das maiores operações de repressão dos últimos anos contra uma oposição cada vez mais desafiadora que critica o controle rígido do presidente Vladimir Putin.

“Estamos receosos porque a polícia russa parece ter usado força excessiva contra os manifestantes durante a manifestação no centro de Moscou no sábado”, disse Colville em um boletim.

“Quando se controla as multidões na Rússia, como em qualquer lugar, o uso da força por parte da polícia deveria ser sempre proporcional à ameaça, se houver uma, e só deveria ser empregado em último caso”.

As autoridades da Rússia deveriam permitir que as pessoas se organizem e participem de assembleias pacíficas sem restrições, acrescentou.

Alguns manifestantes foram libertados, mas 79 receberam multas variando entre 10 mil e 150 mil rublos, e 40 foram condenados a penas de 3 a 15 dias de prisão, informou Colville.

O escritório de direitos humanos da ONU ficou preocupado com relatos segundo os quais algumas pessoas sob custódia não tiveram acesso a advogados, ou a alimentos e água, disse Colville, observando que estes são direitos básicos garantidos por leis internacionais ratificadas pela Rússia.

Quanto à decisão da comissão de desqualificar candidatos devido à suposta falsificação de assinaturas de eleitores, ele disse: “A questão aqui é se todos estes 57 candidatos realmente deveriam ter sido excluídos, se é irrefutável que estas assinaturas foram forjadas”.

“E o fato de que eram todos candidatos opositores ou independentes alimentou entre os manifestantes a ideia de que certamente algo aqui não está correto”.

Reuters

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