Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 15/12/2017 às 09:36:35

Político e pastor evangélico se suicida após acusações de assédio e pedofilia

Político e pastor evangélico se suicida após acusações de assédio e pedofilia Pastor e congressista republicano Dan Johnson deixou mensagem no Facebook antes de se suicidar

O congressista estadual do Kentucky (Estados Unidos) Dan Johnson se suicidou na quarta-feira, dias após ser acusado de assédio sexual por uma mulher que no momento dos supostos fatos era menor de idade. As informações são do The New York Times.

Johnson se atirou de uma ponte de Mount Washington, perto de Louisville, segundo confirmou à emissora de TV local “WDRB”, o xerife do Condado de Bullitt, Donnie Tinnell.

Johnson era um polêmico pastor evangélico que foi eleito para a Câmara dos Representantes do Kentucky em 2016, como republicano.

Durante sua campanha comparou o então presidente, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle Obama, com primatas.

Johnson foi acusado na última segunda-feira por uma mulher de tê-la beijado e manuseado sem o seu consentimento durante a noite de Réveillon de 2012, quando ela tinha 17 anos.

Já no dia seguinte, durante uma entrevista coletiva no altar de sua igreja em Louisville, Johnson negou as acusações e as moldou em uma campanha para intimidar os republicanos mais conservadores em todo o país.

Antes de se matar, Johnson publicou uma enigmática mensagem em sua conta do Facebook, onde dizia que já não podia controlar o transtorno por estresse pós-traumático, que segundo ele sofria desde os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

“O transtorno por estresse pós-traumático 24/7 (24 horas ao dia, 7 dias por semana) durante 16 anos é uma doença que me matará, já não posso controlar mais”, disse Johnson, pedindo a Deus que cuidasse de sua esposa, Rebecca.

De acordo com explicações do xerife Tinnell, Johnson foi até uma ponte sobre o rio Salt, em Mount Washington, parou em uma extremidade e se atirou ali mesmo.

Dezenas de mulheres e alguns homens encorajados pelo movimento “Me too” (“Eu também”) denunciaram nos últimos meses terem sido vítimas de abuso ou assédio sexual.

EFE

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